Após a crise política de 2015, milhares de burundeses fugiram para os países vizinhos, sobretudo para a Tanzânia. Desde 2017, mais de 300 000 refugiados regressaram progressivamente ao país, segundo o ACNUR.
O governo do Burundi e as agências das Nações Unidas (ONU) no país assinaram, na segunda-feira, 2 de março, um plano no valor de 82 milhões de dólares destinado a repatriar mais de 100 000 refugiados burundeses provenientes da Tanzânia e de outros países de acolhimento até 30 de junho de 2026.
«A implementação deste plano de repatriamento facilitará a organização do retorno dos refugiados, bem como todas as atividades de acompanhamento para a sua reintegração», sublinhou a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Burundi, Brigitte Mukanga Eno.
O Ministro do Interior, Léonidas Ndaruzaniye, elogiou o compromisso das Nações Unidas e dos outros parceiros do governo, apelando ao mesmo tempo à rápida disponibilização dos fundos prometidos para garantir o bom decorrer da operação. Esclareceu que o Burundi acolhe atualmente oito mil repatriados por semana, contra os três mil inicialmente previstos.
Segundo ele, este programa é uma das prioridades nacionais, visando reunir os cidadãos para que participem coletivamente nas atividades de desenvolvimento no âmbito da implementação da Visão Nacional.
Este fluxo migratório tem a sua origem na crise política de 2015, desencadeada pelo anúncio da candidatura do Presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandato, considerado inconstitucional. Esta decisão provocou manifestações e episódios de violência em várias regiões do país. Os distúrbios, agravados por tensões intercomunitárias e por uma instabilidade de segurança persistente, levaram centenas de milhares de burundeses a procurar refúgio nos países vizinhos, principalmente na Tanzânia.
Desde 2017 e até fevereiro de 2026, mais de 300 000 burundeses já regressaram ao país, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Ingrid Haffiny













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