Na Tunísia, o setor agrícola contribui com cerca de 9% do PIB e emprega aproximadamente 13% da população ativa. Face aos desafios climáticos e ao stress hídrico, a adoção de novas tecnologias torna-se essencial para aumentar a produtividade do setor.
A Tunísia dá um novo passo rumo à modernização da sua agricultura. No dia 4 de dezembro de 2025, o Parlamento aprovou um projeto de lei que autoriza os agricultores a importar e utilizar drones para fins agrícolas no âmbito do Projeto de Lei do Orçamento (PLF) de 2026.
De acordo com informações do meio local Ilboursa, trata-se de uma derrogação especial num contexto de proibição generalizada do uso de drones por civis, por razões de segurança nacional. «Pela primeira vez, uma categoria profissional obtém o direito explícito de importar, possuir e utilizar estes equipamentos no âmbito exclusivo da sua atividade agrícola», relata a mesma fonte.
Segundo as autoridades, o objetivo desta disposição é integrar tecnologias de precisão na exploração agrícola, nomeadamente para a monitorização das parcelas, otimização da irrigação e melhoria das operações de tratamentos fitossanitários.
O recurso a este tipo de tecnologia visa, sobretudo, aumentar a produtividade e a eficiência das atividades agrícolas. A questão é ainda mais estratégica, uma vez que a Tunísia enfrenta, tal como os vizinhos do Norte de África, uma seca que dura há mais de seis anos.
Este fenómeno afeta a produção agrícola, em particular os cultivos de cereais, e aumenta a dependência do país das importações. Recorde-se que a Tunísia está entre os 10 países africanos que mais gastam em importações alimentares. Segundo um relatório publicado em julho pela CNUCED, o país do Jasmin importou em média cerca de 2,87 mil milhões de dólares em produtos agroalimentares por ano entre 2021 e 2023.
Stéphanas Assocle













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