Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Em Abidjan, o novo Presidente do BAD expõe a sua bússola estratégica ao corpo diplomático

Em Abidjan, o novo Presidente do BAD expõe a sua bússola estratégica ao corpo diplomático
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026

Eleito a 29 de maio de 2025 e oficialmente investido a 1 de setembro de 2025, o nono Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o mauritano Sidi Ould Tah, reuniu em Abidjan os embaixadores dos países membros da instituição, bem como vários parceiros.

Reunidos na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, no Sofitel Hôtel Ivoire, em Abidjan, os membros do corpo diplomático acreditado junto da República da Côte d’Ivoire participaram no almoço anual organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). O encontro revestiu-se de um caráter particular: tratou-se do primeiro almoço diplomático do Presidente do Grupo BAD, Sidi Ould Tah (foto), eleito no ano passado e agora plenamente empenhado na implementação do seu mandato.

A cerimónia contou com a presença de Nialé Kaba, Ministra de Estado, Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, bem como de uma larga maioria de embaixadores e representantes de organizações internacionais. Uma forte mobilização que, segundo o Presidente do BAD, demonstra a importância do diálogo estratégico com os parceiros do continente.

Mobilizar recursos à altura das necessidades africanas

Num contexto internacional que considera “dos mais complexos e agitados”, Sidi Ould Tah começou por recordar a dimensão das necessidades de financiamento do continente. “Estima-se que o continente africano necessite de mais de 400 mil milhões de dólares por ano para financiar o seu desenvolvimento”, sublinhou, reconhecendo que os recursos próprios do Grupo BAD são insuficientes para, por si só, responder a este desafio.

Perante esta realidade, o dirigente recordou os “quatro pontos cardeais da sua ação atualmente em implementação à frente do BAD. Insistiu, assim, na necessidade de mobilizar financiamentos em grande escala, apoiando-se simultaneamente nos parceiros tradicionais, no setor privado e nos recursos africanos. Esta orientação inscreve-se na continuidade do seu percurso à frente do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), onde desenvolveu relações estreitas com financiadores do mundo árabe. Em Abidjan, manifestou claramente a sua intenção de atrair mais capitais para reforçar a capacidade de intervenção do BAD.

O segundo pilar da visão presidencial é a criação de uma nova arquitetura financeira africana. Para Sidi Ould Tah, o problema não reside tanto na falta de recursos, mas sim na sua má alocação. “A África não carece de recursos”, afirmou, recordando que os ativos sob gestão dos fundos soberanos, fundos de pensões e investidores institucionais africanos representariam pelo menos 1 bilião de dólares, ainda largamente orientados para aplicações pouco produtivas para o desenvolvimento.

A reforma proposta visa uma melhor coordenação das instituições financeiras africanas, frequentemente fragmentadas, em torno de uma arquitetura a três níveis — continental, regional e nacional — na qual o BAD desempenharia o papel de maestro. “Juntos, poderíamos mobilizar recursos significativos para financiar o desenvolvimento de África”, insistiu, evocando concertações já iniciadas com bancos de desenvolvimento, fundos soberanos e, em breve, com os bancos centrais.

Demografia, emprego e infraestruturas no centro do mandato

Os dois últimos eixos da estratégia presidencial visam diretamente a transformação estrutural do continente. Recordando que África é o continente mais jovem do mundo, com uma idade mediana de 19 anos, Sidi Ould Tah alertou para os riscos da inação. “É essencial desenvolver, em grande escala, atividades transformadoras capazes de criar milhões de empregos”, declarou, defendendo o reforço das PME, a formalização progressiva da economia informal e uma reformulação dos sistemas educativos, com especial enfoque na formação técnica e profissional.

Esta dinâmica deve assentar em infraestruturas resilientes, capazes de sustentar a criação de valor local, alargar a base fiscal dos Estados e enraizar de forma duradoura a transformação económica.

Em conclusão, o Presidente do BAD reafirmou a sua vontade de reforçar as parcerias com os acionistas regionais e não regionais da instituição, numa lógica de benefício mútuo. “A África precisa de investir, mas também precisa de oferecer oportunidades de investimento aos setores privados dos seus parceiros”, resumiu, considerando que esta abordagem constitui a chave para uma prosperidade partilhada e sustentável.

Moutiou Adjibi Nourou

Sobre o mesmo tema

O Presidente zimbabueano, Emmerson Mnangagwa, encontra-se no Ghana desde quarta-feira para uma visita de Estado de três dias. O objetivo é reforçar a...

O novo governo do Chade conta com sete saídas e oito novas nomeações, entre as quais a de Sitack Yombatinan Beni, antigo vice-presidente do partido Les...

Segundo a Organização Mundial da Saúde, Cabo Verde apresenta um sólido desempenho na área da saúde: uma taxa de mortalidade materna de cerca de 42 por 100...

Desde 2017, o Estado marfinense apoia o poder de compra através de subsídios e de mecanismos de plafonamento de preços. O objetivo é amortecer o impacto...

MAIS LIDOS
01

A Namíbia depende quase inteiramente das importações de petróleo. Os stocks atuais cobrem entre um e…

Namíbia: preços dos combustíveis vão aumentar a partir de abril
02

Com a futura mina de zinco Tala Hamza, a Argélia pretende reforçar o papel do setor mineiro na diver…

Argélia: a australiana Terramin eleva o custo da sua mina de zinco para 415 milhões USD
03

À medida que os modelos preditivos ganham desempenho a nível global, a inteligência artificial (IA) …

Botswana: o uso da IA entra na exploração de depósitos de terras raras
04

O crescimento do comércio online global, combinado com a aceleração da transformação digital, está a…

Serra Leoa: Orange lança cartão virtual para reforçar a inclusão financeira

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.