O Fórum de Cooperação Económica Ruanda–Brasil, organizado em Kigali, promove a ligação entre as empresas dos dois países e abre novas perspetivas de investimento recíproco. Esta parceria assenta na crescente atratividade do Ruanda e no dinamismo das relações bilaterais, com vista a reforçar a cooperação económica.
O Ruanda e o Brasil assinaram um memorando de entendimento (MoU) que estabelece um quadro estruturado de cooperação nos domínios da promoção do comércio, da facilitação do investimento, das missões comerciais e da colaboração em setores prioritários.
Além disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) formalizou um memorando de entendimento com a Federação do Setor Privado do Ruanda (PSF), com o objetivo de reforçar a cooperação institucional e a colaboração entre os setores privados dos dois países.
Um fórum dedicado às oportunidades de negócios
Os acordos foram assinados na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, à margem do Fórum de Cooperação Económica Ruanda–Brasil, segundo uma comunicação do Rwanda Development Board (RDB). O objetivo do encontro é explorar oportunidades de comércio, investimento e colaboração com o setor privado.
O RDB não detalhou de forma específica os mecanismos através dos quais o comércio e o investimento serão estimulados. No entanto, o seu diretor-geral, Jean-Guy Afrika, citado pela imprensa local, sublinhou que o fórum visa aproximar empresas, identificar projetos e criar vias de investimento geradoras de valor para ambos os países.
“O Brasil traz uma liderança mundial na agroindústria, na indústria transformadora e na energia à grande escala. O Ruanda oferece um ambiente de investimento estável, orientado para reformas, um acesso estratégico aos mercados da África Oriental e Central, bem como um setor de serviços e logística em rápido crescimento”, afirmou.
Um contexto económico favorável no Ruanda
Esta parceria surge num contexto de desempenho económico positivo do Ruanda nos últimos anos. No terceiro trimestre de 2025, o país registou um crescimento de 11,8 %, impulsionado principalmente pelos setores dos serviços, da agricultura e da indústria.
Além disso, o Ruanda classificou-se em nono lugar entre os países africanos mais atrativos para multinacionais e investidores estrangeiros em 2025, de acordo com um ranking publicado em setembro de 2025 pelo gabinete italiano de consultoria e serviços empresariais The European House – Ambrosetti (TEHA).
O Ruanda e o Brasil mantêm relações diplomáticas desde 1981. A abertura de embaixadas nas respetivas capitais, em 2023, permitiu alargar a cooperação bilateral em vários domínios, nomeadamente a educação, a ciência e a tecnologia, a cooperação económica e comercial, a agricultura, as infraestruturas e a saúde.
Lydie Mobio













Marrakech. Maroc