RDC compromete-se a formar 100.000 jovens e mulheres em ofícios verdes nos próximos cinco anos.
A medida faz parte do Plano Nacional de Desenvolvimento para Empregos Verdes, um programa para dotar o país de competências adequadas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
Profissões verdes podem ajudar a combater o desemprego entre os jovens, estimular o crescimento econômico, reduzir os impactos das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável enquanto melhora as condições de vida. As autoridades congolesas estão comprometidas com esse caminho.
A República Democrática do Congo (RDC) se compromete a formar 100.000 jovens e mulheres nos próximos cinco anos em ofícios verdes. Este compromisso está incluído no Plano Nacional de Desenvolvimento para Empregos Verdes (PNDEV), um programa visando dotar o país de competências adequadas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. O plano foi validado durante um workshop realizado de 21 a 28 de outubro passado em Kinshasa, simultaneamente com o Diretório Nacional de Profissões Verdes. Um decreto interministerial também foi assinado na ocasião para dar a esses documentos existência legal.
Profissões verdes englobam todas as atividades que contribuem para a proteção e restauração do meio ambiente. A RDC identifica 84, distribuídos em 11 famílias profissionais, cobrindo especialmente agricultura sustentável, gestão florestal, energias renováveis, valorização de resíduos, gestão da água e produção de hidrogênio verde.
O PNDEV, que ainda não foi divulgado, é considerado por fontes oficiais uma ferramenta central para conciliar a transformação socioeconômica do país com a luta contra a dupla crise do desemprego e das mudanças climáticas. Além da formação de 100.000 jovens e mulheres, prevê a aquisição de equipamentos didáticos, a reabilitação dos centros do Instituto Nacional de Preparação Profissional (INPP), a capacitação de formadores e a criação de um Observatório de Profissões Verdes e um Centro de Sistema de Informação.
Para o Ministro do Emprego e do Trabalho, Ferdinand Massamba wa Massamba, a validação desses documentos representa "um marco histórico" na organização do mercado de trabalho na RDC. "Pela primeira vez, o país tem um quadro legal para estruturar a oferta e a demanda por competências nas profissões verdes", disse ele, destacando que essa iniciativa reflete a vontade do governo de basear sua política de emprego na transição ecológica.
Por sua vez, a ministra do Meio Ambiente, Marie Nyange Ndambo, acredita que essas ferramentas fortalecem a posição da RDC nas negociações internacionais relacionadas às Contribuições Determinadas Nacionalmente (NDCs). "Ao valorizar nossos recursos naturais através da formação e do emprego, demonstramos que a RDC não é apenas o pulmão do mundo, mas também um ator importante na transição ecológica", declarou.
A primeira-ministra Judith Suminwa Tuluka, por sua vez, exortou os diferentes ministérios a integrar a dimensão "empregos verdes" em seus programas setoriais. "A RDC quer passar da condição de reservatório ecológico para se tornar a fábrica mundial de empregos verdes", disse ela, enfatizando a importância de traduzir esses compromissos em resultados tangíveis.
Boaz Kabeya (Bankable)













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