O Parlamento da Uganda aprovou um orçamento suplementar de 1105,16 mil milhões de xelins (294,1 milhões de dólares) no âmbito do calendário orçamental 2025/2026.
Segundo um comunicado publicado na terça-feira, 5 de maio, esta verba destina-se a reforçar a capacidade do Estado para cobrir despesas prioritárias ligadas à governação, às infraestruturas sociais e aos compromissos de segurança.
Entre as principais linhas de financiamento estão 56,95 mil milhões de xelins destinados à organização das eleições dos comités locais (LCI, LCII) e dos conselhos de mulheres a nível nacional, em conformidade com as diretivas governamentais. Os preparativos da CAN 2027 beneficiarão de 29,57 mil milhões de xelins, enquanto 132,9 mil milhões serão destinados ao pagamento de obrigações em atraso da polícia ugandesa.
O plano prevê igualmente investimentos no setor social, com recursos alocados ao recrutamento de profissionais de saúde em 19 hospitais de referência, ao funcionamento de novas escolas construídas no âmbito do programa UGIFT, bem como à cobertura de défices salariais, pensões e gratificações em várias administrações públicas.
Este orçamento adicional será financiado principalmente por reafetações internas, otimização da execução orçamental e gestão de tesouraria, complementadas por receitas locais adicionais e financiamentos externos, incluindo um desembolso adicional do Banco Mundial para o projeto GROW, dedicado ao empreendedorismo feminino.
Um orçamento nacional ambicioso
Esta suplementação insere-se na continuidade do orçamento nacional de 40 700 mil milhões de xelins apresentado em março de 2025 pelo ministro de Estado das Finanças, Henry Musasizi. O governo apresenta aí as suas ambições de transformação económica através de investimentos significativos em infraestruturas, energia, agricultura, educação, saúde e defesa.
Do ponto de vista económico, as perspetivas do país permanecem favoráveis. Impulsionada pela agricultura, serviços, turismo e sobretudo pela futura produção petrolífera, a economia da Uganda poderá acelerar fortemente a partir de 2026, atingindo 10,8% antes de se estabilizar em torno de 6%, segundo o Banco Mundial.
Charlène N’dimon












