Enquanto as matrículas no pré-escolar avançam, a Guiné implementa reformas para garantir uma melhor qualidade nos primeiros anos de aprendizagem e preparar as competências das futuras gerações.
Na Guiné, realizou-se de quarta-feira, 3, a quinta-feira, 4 de dezembro, um atelier de validação dos textos regulamentares que enquadram o pré-escolar, na Escola Normal de Professores (ENI) de Kindia. O atelier, organizado pelo Ministério do Ensino Pré-Universitário e da Alfabetização (MEPUA) através da Direção Nacional de Educação Pré-Escolar, reuniu vários atores nacionais e parceiros internacionais. O objetivo é estabelecer normas e padrões de qualidade num setor até agora pouco regulamentado.
Durante estes dois dias, os participantes examinaram e validaram vários documentos essenciais. Foi adotado um texto que define a organização e o funcionamento das instituições pré-escolares, uma portaria que estabelece os papéis e responsabilidades do pessoal de supervisão, bem como o documento que fixa os padrões e normas de qualidade do pré-escolar na Guiné. Estes textos foram elaborados e revistos entre 13 e 20 de novembro de 2025. Segundo o comunicado oficial, esta iniciativa visa promover uma cultura de qualidade num sub‑setor fundamental para o desenvolvimento das crianças e a formação do capital humano nacional.
Esta iniciativa surge num contexto em que vários relatórios mostram que a educação pré-escolar continua muito limitada na Guiné. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apenas 19 % das crianças guineenses frequentam uma instituição pré-escolar. Na sub-região, o Banco Mundial indica que apenas 28 % das crianças beneficiam de um programa de primeira infância, bem abaixo da média mundial de 58 % para os países de rendimento médio inferior.
A estes desafios somam-se infraestruturas frequentemente inadequadas e fortes disparidades geográficas. A ausência de um ensino pré-escolar generalizado faz com que muitas crianças comecem o ensino primário sem preparação, aumentando o risco de abandono ou insucesso escolar.
Félicien Houindo Lokossou













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