Estimada em mais de 1,2 milhão de pessoas, a diáspora marfinense constitui um importante alavanca para o desenvolvimento socioeconómico do país.
Na Costa do Marfim, o ministro delegado responsável pela Integração Africana e pelos Marfinenses no Estrangeiro, Adama Dosso (foto, à direita), supervisionou na sexta-feira, 6 de março, a assinatura de um protocolo-quadro entre o seu ministério e o Banco Nacional de Investimento (BNI). Este acordo visa reforçar o apoio financeiro aos projetos levados a cabo pela diáspora marfinense e incentivar a sua participação no desenvolvimento económico do país.
Segundo informações divulgadas pela Agência Marfinense de Imprensa (AIP), o protocolo prevê, nomeadamente, a criação de produtos e serviços bancários adaptados aos marfinenses no estrangeiro, o financiamento dos seus projetos de investimento, bem como ações de educação financeira e de reforço de capacidades. O BNI participará também em iniciativas e fóruns de mobilização da diáspora.
«A diáspora marfinense constitui uma alavanca importante para o crescimento e a transformação económica do país, sobretudo através das transferências financeiras que realiza todos os anos para a Costa do Marfim», afirmou a ministra Dosso.
Os marfinenses residentes no estrangeiro representam uma comunidade estimada em cerca de 1,24 milhão de pessoas, ou seja, cerca de 5,4% da população nacional, de acordo com dados governamentais. Frequentemente qualificada como a «32.ª região» do país, esta diáspora é considerada um ator potencial do desenvolvimento socioeconómico.
Para melhor mobilizar este potencial, as autoridades implementaram nos últimos anos várias reformas, incluindo a criação da Direção-Geral dos Marfinenses no Estrangeiro (DGIE) no âmbito do ministério responsável pela Integração Africana. Missões, fóruns e seminários também foram organizados para recolher as preocupações da diáspora e identificar as suas intenções de investimento.
Segundo dados do Banco Mundial, as remessas da diáspora marfinense foram estimadas em 1,042 mil milhões de dólares em 2024, contra 440 milhões de dólares em 2021, confirmando o seu papel crescente no financiamento da economia nacional.
Charlène N’dimon












