As duas instituições de previdência reafirmaram, no dia 6 de fevereiro de 2026, em Libreville, o seu compromisso com a cooperação Sul-Sul no domínio da proteção social, por ocasião do lançamento da estratégia CAP 2030. Apresentada como uma abordagem baseada na partilha de experiências, esta colaboração coloca a tónica na modernização dos serviços, na governação e no investimento ao serviço exclusivo dos segurados.
A Costa do Marfim e o Gabão pretendem dar continuidade à sua cooperação institucional no domínio da previdência social. Esta dinâmica ficou patente no dia 6 de fevereiro de 2026, em Libreville, aquando do lançamento da estratégia CAP 2030 da Caixa de Pensões e de Prestações Familiares dos Agentes do Estado do Gabão (CPPF), na presença da Instituição de Previdência Social – Caixa Geral de Reforma dos Agentes do Estado da Costa do Marfim (IPS-CGRAE).
Convidada na qualidade de parceira institucional, a IPS-CGRAE participou neste evento presidido por Marc Abeghe, ministro gabonês do Orçamento. A colaboração é apresentada como «um modelo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul, baseado na partilha de experiências e na aprendizagem mútua entre instituições congéneres», privilegiando o intercâmbio entre pares confrontados com realidades comparáveis.
O momento alto da cerimónia foi um painel dedicado ao papel dos organismos de previdência social enquanto atores do desenvolvimento nacional, coanimado pelo Diretor-Geral da IPS-CGRAE. As trocas incidiram, nomeadamente, sobre a responsabilidade das caixas de reforma enquanto investidores institucionais e sobre a articulação entre desempenho financeiro e missão social.
Na ocasião, o Diretor-Geral da IPS-CGRAE recordou que o investimento institucional só faz sentido se servir diretamente os segurados: «A razão última do papel de investidor nacional de uma caixa de previdência social é o benefício dos segurados, seus únicos e verdadeiros juízes». O objetivo, segundo ele, é garantir, a longo prazo, a segurança do pagamento das pensões, a disponibilidade dos direitos e a melhoria contínua dos serviços, condições para uma reforma “digna e serena”.
Do lado gabonês, a CPPF sublinha que a estratégia CAP 2030 visa «colocar o segurado e a dignidade do reformado no centro da ação pública». Este roteiro assenta na modernização dos serviços, no reforço da governação e numa gestão responsável orientada para o impacto social. O Diretor-Geral da CPPF indica que as missões de benchmark realizadas junto de instituições africanas parceiras, incluindo a IPS-CGRAE, contribuíram para alimentar esta reflexão estratégica.
Para além do evento, esta cooperação ilustra o reforço de parcerias africanas pragmáticas no domínio da proteção social. Apostando na aprendizagem mútua e no respeito pelos contextos nacionais, a CGRAE e a CPPF Gabão pretendem reforçar de forma duradoura os seus sistemas, num contexto marcado por desafios demográficos, económicos e sociais crescentes para as caixas de previdência do continente.













Marrakech. Maroc