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Etiópia está prestes a garantir a organização da COP32 em 2027

Etiópia está prestes a garantir a organização da COP32 em 2027
Terça-feira, 11 de Novembro de 2025
  • Candidatura da Etiópia para sediar a COP32 em 2027 ganha força na África
  • A indicação simbolizaria o retorno do continente ao centro da diplomacia climática mundial
  • A candidatura da Etiópia para sediar a COP32 em 2027 tem grande apoio na África e pode simbolizar o retorno do continente ao coração da diplomacia climática global.

Na próxima terça-feira, espera-se que Adis Abeba seja oficialmente designada como a cidade anfitriã da COP32, planejada para 2027. A informação foi divulgada pela Reuters, que atribui a informação a André Corrêa do Lago, atual presidente da COP30 em Belém, Brasil.

A candidatura da Etiópia, apresentada em setembro passado, concorre com a da Nigéria. Caso bem-sucedida, e com forte apoio da África, marcaria o retorno do continente ao centro do palco da política climática global, cinco anos após a COP27 realizada em Charm el-Cheikh, no Egito.

Para Adis Abeba, essa designação teria um forte simbolismo. Capital da União Africana e da Comissão Econômica para a África das Nações Unidas, a cidade já é um centro crucial para grandes negociações internacionais. A Etiópia espera agora transformar esse papel diplomático em influência ambiental.

As autoridades etíopes têm orgulho de uma estratégia nacional baseada em crescimento verde e resiliência climática. O país, que obtém mais de 90% de sua eletricidade de fontes renováveis, tem como objetivo se tornar um modelo africano de transição energética. Espera-se aproveitar a COP para atrair financiamento internacional, fortalecer parcerias público-privadas e acelerar a adaptação às secas recorrentes.

A África, responsável por menos de 4% das emissões globais de gases de efeito estufa, ainda é a região mais vulnerável aos efeitos do aquecimento global, incluindo secas, insegurança alimentar e pressões sobre recursos naturais. Com a rara oportunidade de sediar a COP, o continente pode aproveitar a chance de afirmar suas próprias prioridades: adaptação, resiliência, financiamento justo e o papel da juventude e das terras africanas na transição verde.

Vale notar que a definição do anfitrião da futura COP32 ocorre em um momento em que o organizador da COP31 em 2026 ainda é incerto. A Austrália e a Turquia ainda disputam essa posição, e em caso de um desacordo prolongado, a COP pode ser realocada para Bonn, na Alemanha, sede do secretariado da Convenção do Clima.

Fiacre E. Kakpo

 

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