- 10 bancos multilaterais de desenvolvimento comprometem-se a mobilizar US$ 185 bilhões até 2030 para ajudar países de baixa e média renda a combater as mudanças climáticas.
- O compromisso envolve bancos notáveis como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Banco de Desenvolvimento Islâmico (BDI), o Grupo do Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e o Banco Europeu de Investimento (BEI).
A COP30 ocorre no Brasil de 10 a 21 de novembro. À margem da cúpula, surgem múltiplos compromissos em favor dos países em desenvolvimento que estão entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Na segunda-feira, 10 de novembro, 10 bancos multilaterais de desenvolvimento se comprometeram a mobilizar 185 bilhões de dólares até 2030 para permitir que países de baixa e média renda lutem contra as mudanças climáticas. Segundo detalhes divulgados pela Bloomberg, esse investimento financiará projetos direcionados à adaptação aos efeitos do fenômeno e à redução de suas emissões.
Entre os signatários deste compromisso, estão o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Banco de Desenvolvimento Islâmico (BDI), o Grupo do Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) e o Banco Europeu de Investimento (BEI).
De acordo com Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB), o valor anunciado corresponde a 120 bilhões de dólares provenientes de fundos próprios dos bancos e a 65 bilhões de dólares provenientes de capital privado mobilizado.
Este novo apoio, apresentado no primeiro dia da Conferência das Partes sobre o Clima (COP30) que vai até 21 de novembro em Belém, Brasil, surge num contexto de apelos recorrentes para que os países industrializados aumentem seus esforços financeiros em favor das nações em desenvolvimento.
Em face do aumento da intensidade de eventos climáticos, há uma grande necessidade de capital para a adaptação dos países africanos e asiáticos, seja pela construção de defesas contra inundações, a introdução de culturas resistentes à seca ou a restauração de manguezais, florestas e áreas úmidas.
No seu "Adaptation Gap Report 2025: Running on Empty", publicado na quarta-feira, 29 de outubro, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que será necessário entre 310 e 365 bilhões de dólares por ano até 2035 para que os países em desenvolvimento possam enfrentar os efeitos do aquecimento global. Isso é 12 a 14 vezes maior que os compromissos atuais das nações industrializadas, que chegaram a 26 bilhões de dólares em 2023.
Segundo o Sr. Goldfajn, o novo compromisso dos bancos multilaterais acrescenta-se ao montante de 118 bilhões de dólares já mobilizados no ano passado para a ação climática nos países em desenvolvimento, mas a questão do financiamento continuará sendo discutida nos próximos dias entre as 170 delegações credenciadas para essa grande conferência climática, que ocorre na ausência de representantes americanos de alto nível.
Esperança Olodo













Marrakech. Maroc