Este cargo de presidente da Comissão da Organização sub-regional para o período de 2026-2030 é qualificado como um «sucesso diplomático de primeira ordem» pelas autoridades do país da teranga.
Num comunicado publicado no domingo, 14 de dezembro de 2025, o Governo senegalês anunciou que a 68.ª sessão ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO atribuiu ao Senegal a presidência da Comissão da organização para o período de 2026-2030.
Segundo o documento, esta designação traduz «a estima e a confiança renovadas» que os Estados-membros depositam no país. Confirma igualmente a sua credibilidade e «o seu compromisso constante e firme em favor da integração regional, do reforço da governação comunitária e do desenvolvimento harmonioso da região da África Ocidental».
Esta nomeação ocorre num contexto regional marcado por numerosos desafios, nomeadamente a instabilidade securitária, transições políticas prolongadas e golpes de Estado em vários países membros.
O Senegal adota uma postura de mediação face aos desafios atuais da sub-região. Em julho de 2024, o seu Presidente, Bassirou Diomaye Faye, foi nomeado «facilitador» da CEDEAO para encetar o diálogo com os três países da Aliança dos Estados do Sahel (Mali, Burkina Faso e Níger), que ameaçavam abandonar a organização. Paralelamente, apelou à sua reforma, de modo a torná-la mais eficaz face aos desafios políticos e de segurança, sublinhando a necessidade de uma organização «unida, reformada e voltada para os seus povos».
Ingrid Haffiny (estagiária)













Marrakech. Maroc