O ecossistema da inteligência artificial (IA) no Senegal está em construção, num contexto marcado por necessidades em competências, financiamento e estruturação das iniciativas ligadas à inovação.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério da Comunicação, das Telecomunicações e do Digital (MCTN) assinaram, na terça-feira, 14 de abril, em Dakar, um protocolo de acordo-quadro com o objetivo de estruturar a governação digital do Senegal e acelerar a integração da inteligência artificial nos serviços públicos.
O acordo foi assinado pelo ministro Alioune Sall (à esquerda na foto) e por Njoya Tikum (à direita), representante residente do PNUD. Surge num contexto estratégico para a política digital senegalesa, marcado pela ambição das autoridades de reforçar a inclusão digital e estabelecer um quadro regulamentar favorável à inovação. O governo qualifica esta parceria como «estruturante e orientada para resultados tangíveis», em linha com as suas prioridades em matéria de desmaterialização dos serviços públicos e de competitividade económica.
A concretização mais imediata desta cooperação está prevista para 27 de abril, com a inauguração do University Innovation Pod (UNIPOD) na Universidade Amadou Mahtar Mbow. Financiado em um milhão de dólares, este polo tecnológico será concebido como um incubador de nova geração destinado a apoiar jovens inovadores na transformação dos seus projetos de investigação em soluções empresariais de elevado impacto. As autoridades planeiam, a prazo, replicar este modelo em todo o território nacional, de forma a reforçar a rede de polos de inovação.
Esta iniciativa insere-se no âmbito do «New Deal tecnológico», a estratégia nacional de transformação digital do Senegal. O objetivo é, nomeadamente, criar mais de 500 start-ups tecnológicas certificadas até 2034 e gerar cerca de 150 000 empregos diretos no setor. Segundo dados da StartupBlink, o país conta atualmente com cerca de sessenta start-ups ativas, o que ilustra um ecossistema ainda em fase de estruturação e crescimento.
Samira Njoya













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