O Gana prossegue na normalização da sua situação financeira. Este pagamento constitui um sinal destinado a tranquilizar os investidores, após a crise de solvência que abalou o país desde 2022.
O Gana continua a progredir na normalização da sua situação financeira após a crise de solvência que atinge o país desde 2022. Nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, o governo ganês anunciou um pagamento de 10 mil milhões de cedis (cerca de 910 milhões de dólares) relativo a juros no âmbito do seu programa de troca da dívida interna, o Domestic Debt Exchange Programme (DDEP).
Trata-se do sexto pagamento de cupão desde o lançamento desta reestruturação no final de 2022, uma medida adotada para enfrentar a mais grave crise económica do país em várias décadas. Este pagamento, efetuado integralmente em numerário, visa reforçar a confiança dos investidores e estabilizar o setor financeiro. É igualmente o segundo pagamento sem componente em espécie, sinalizando, segundo as autoridades, uma melhoria progressiva da situação orçamental do país.
O DDEP foi lançado em dezembro de 2022, num contexto económico difícil, marcado por inflação elevada, a queda do cedi e a perda de acesso aos mercados internacionais. Perante esta crise de solvência, o Gana reestruturou cerca de 137 mil milhões de cedis em títulos públicos internos, trocando os empréstimos existentes por novas obrigações com taxas de juro mais baixas e prazos de maturidade mais longos.
Embora esta operação tenha permitido aliviar temporariamente o peso da dívida interna, teve repercussões na tesouraria e no equilíbrio financeiro dos bancos, das sociedades gestoras de ativos e dos fundos de pensões, que estavam fortemente expostos aos títulos do Estado.
As autoridades ganesas reafirmaram o seu compromisso de prosseguir os esforços de consolidação orçamental, de reforçar as reservas de liquidez e de melhorar as condições macroeconómicas, a fim de reduzir a inflação e as taxas de juro. Além disso, Accra prevê regressar ao mercado interno da dívida ainda este ano, na esperança de normalizar progressivamente as suas relações com os investidores após vários anos de turbulência financeira.
Fiacre E. Kakpo













Paris Expo, Porte de Versailles - Générations Solutions