Nos últimos anos, o setor da educação no Gana registou progressos significativos, particularmente no acesso ao ensino secundário. No entanto, persistem constrangimentos importantes, nomeadamente a insuficiência de infraestruturas e de pessoal docente.
No Gana, o projeto Ghana Secondary Education Transformation for Access, Relevance, and Results for Jobs (STARR-J) beneficiará de um financiamento de 300 milhões de dólares do Banco Mundial.
Este programa tem como objetivo alargar o acesso a um ensino secundário de qualidade e permitir que mais jovens adquiram os conhecimentos e competências básicas necessários. Segundo o anúncio da instituição de Bretton Woods, publicado na terça-feira, 16 de junho, o projeto será implementado pelo Ministério da Educação e permitirá construir novas infraestruturas escolares, bem como reabilitar e modernizar as já existentes.
A iniciativa prevê igualmente o reforço do ensino das disciplinas fundamentais, o desenvolvimento das competências digitais e a promoção de programas mais adequados às necessidades do mercado de trabalho.
«Este projeto representa um investimento de grande importância para a crescente juventude ganesa e uma contribuição estratégica para o desenvolvimento do capital humano do país a longo prazo e para a sua competitividade global», declarou Haruna Iddrisu, Ministro da Educação.
De acordo com Robert Taliercio, diretor da divisão do Banco Mundial para o Gana, a Libéria e a Serra Leoa, o projeto beneficiará 2,2 milhões de alunos, incluindo estudantes com deficiência, em cerca de 1 000 estabelecimentos públicos de ensino secundário, com especial atenção às comunidades rurais e periurbanas mais desfavorecidas.
Nos últimos anos, o Gana alcançou vários avanços no setor da educação, sobretudo no acesso ao ensino secundário, segundo o Banco Mundial. Desde 2017, com a introdução da gratuitidade do Senior High School (SHS) e do ensino técnico e profissional (TVET), o número de alunos matriculados aumentou significativamente.
Além disso, o Presidente John Dramani Mahama lançou, em julho de 2025, a política «No Fees Stress», destinada a tornar o ensino superior acessível a todos os ganeses. Esta iniciativa prevê a eliminação das barreiras financeiras através da gratuitidade das propinas para os estudantes do primeiro ano das instituições públicas de ensino superior.
Contudo, o setor continua a enfrentar diversos desafios. Segundo o Banco Mundial, o aumento do número de alunos provocou um défice de infraestruturas e de professores. O acesso a um ensino de qualidade continua igualmente a ser uma preocupação central.
Lydie Mobio













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