- A Tunísia visa diversificar seus canais de mercado para o azeite de oliva, mirando maior participação na China
- Em 2024, a Tunísia exportou apenas 19 toneladas de azeite de oliva para a China, gerando uma receita avaliada em $229,000 dólares
A Tunísia é o principal produtor e exportador africano de azeite. Enquanto o setor prevê uma campanha recorde para 2025/2026, o governo procura diversificar os seus mercados de exportação a fim de gerir melhor os excedentes de produção.
Uma delegação do Ministério do Comércio e Desenvolvimento de Exportações da Tunísia, liderada por Mourad Ben Hussein, diretor geral do Centro de Promoção de Exportações (CEPEX), esteve em Wuhan, na província chinesa de Hubei, como parte dos esforços para promover o azeite de oliva tunisiano no mercado chinês.
Segundo informações divulgadas pela mídia tunisiana na sexta-feira, 17 de outubro, as discussões com as autoridades chinesas focaram na melhoria dos serviços logísticos e portuários para facilitar os trâmites comerciais e a exportação do azeite de oliva tunisiano para esta província, que tem quase 60 milhões de habitantes.
O anúncio ocorre poucos dias após a instrução do governo para buscar países da Ásia e da América do Sul, a fim de diversificar os envios de azeite de oliva tunisiano, que deve atingir níveis recordes de produção em 2025/2026.
A China é considerada um mercado secundário para o azeite de oliva tunisiano. Dados da plataforma Trade Map mostram que, em 2024, a China importou 29.850 toneladas de azeite de oliva, totalizando aproximadamente $208,17 milhões de dólares. Nesse mercado, a Espanha se destaca, representando 92% das compras chinesas em volume e 88% em valor.
Por sua vez, a Tunísia enviou apenas 19 toneladas de azeite de oliva em 2024, gerando uma receita de $229,000 dólares. Assim, o desafio do governo, que visa aumentar a participação do país no mercado de azeite na China, também inclui a competição com outros fornecedores secundários, como Itália, Austrália, França e Grécia, que posicionam-se melhor que a Tunísia, mesmo atrás da Espanha.
Pelo redator Stéphanas Assocle e editor Wilfried ASSOGBA












