As ambições económicas para 2026 estão em alta, mas as autoridades togolesas alertam que as tensões geopolíticas globais e a volatilidade dos mercados de matérias-primas representam riscos reais para esta trajetória.
O Togo prevê uma aceleração do seu crescimento económico para 6,5% em 2026, face a 6,2% no ano anterior, anunciou na segunda-feira, 23 de março, o Conselho Nacional do Crédito (CNC), durante a sua primeira sessão ordinária do ano, realizada em Lomé na presença dos principais agentes económicos do país.
A previsão é acompanhada por uma ligeira subida da inflação, estimada em 1,8%, após um nível excecionalmente baixo de 0,4% em 2025, segundo as projeções apresentadas durante este encontro presidido pelo ministro das Finanças e do Orçamento, Essowè Georges Barcola (na foto, ao centro).
O responsável, no entanto, moderou este otimismo, apontando vários riscos: a subida dos preços dos hidrocarbonetos e dos insumos agrícolas, as perturbações nas cadeias logísticas marítimas e aéreas, bem como as tensões de liquidez nos mercados financeiros regionais.
«Antecipámos estes choques em vez de simplesmente os sofrer», declarou, afirmando que «o governo continua determinado a prosseguir as reformas estruturais destinadas a reforçar a resiliência da economia nacional».
Para apoiar esta dinâmica, o CNC definiu várias prioridades setoriais, incluindo o desenvolvimento de produtos financeiros dedicados às energias renováveis e o reforço do financiamento às empresas agroalimentares. Este último eixo constitui uma alavanca fundamental para valorizar a produção local e reduzir a dependência das importações alimentares.
O Conselho sublinhou ainda a necessidade de consolidar o sistema financeiro no seu conjunto, de forma a apoiar plenamente a atividade económica.












