A plataforma digital destina-se a simplificar os procedimentos comerciais da Nigéria. A reforma insere-se numa dinâmica mais ampla de modernização das infraestruturas e de melhoria do desempenho económico do país.
A Nigéria procedeu, na terça-feira, 24 de março, ao lançamento do seu balcão único nacional, denominado «National Single Window», uma reforma estruturante destinada a modernizar as trocas comerciais e a melhorar a eficiência da economia. Sob a coordenação do Ministério das Finanças, esta plataforma digital centraliza os serviços das diferentes agências públicas, de forma a simplificar os procedimentos de importação e exportação.
A iniciativa visa reduzir os prazos, diminuir os custos do comércio e facilitar o acesso aos mercados por parte das empresas. Pretende igualmente reforçar a transparência, a coordenação administrativa e a mobilização das receitas públicas.
Para o ministro das Finanças, Wale Edun, este projeto constitui «um ponto de viragem decisivo, que marca a passagem da complexidade para a coordenação». E acrescentou: «isto facilitará as trocas comerciais, melhorará a competitividade e promoverá o crescimento económico». No entanto, salientou que os efeitos desta digitalização dependerão, em parte, da modernização em curso das infraestruturas portuárias.
Este lançamento ocorre num contexto em que a Nigéria regista uma melhoria significativa do seu desempenho comercial. No quarto trimestre de 2025, o país apresentou um excedente comercial de 1,22 mil milhões de dólares.
Ao mesmo tempo, a atividade portuária está em forte crescimento. Os portos nigerianos movimentaram 129,3 milhões de toneladas de mercadorias em 2025, face a 103,6 milhões em 2024, o que representa um aumento de 24,8%. As importações continuam a dominar o tráfego, com 59,2% dos volumes, enquanto as exportações representam 39%.
Além disso, as reservas externas brutas atingiram 50,45 mil milhões de dólares a 16 de fevereiro de 2026, o nível mais elevado dos últimos treze anos, cobrindo cerca de 9,7 meses de importações de bens e serviços.
Charlène N’dimon












