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A juventude sul-africana entre demasiados programas e demasiado poucos empregos

A juventude sul-africana entre demasiados programas e demasiado poucos empregos
Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

Mais de uma década de investimentos públicos sustentados e, ainda assim, o desemprego entre os jovens sul-africanos aumentou de 36,8% para 45,5% entre 2014 e 2024. O fosso entre a escola e o emprego continua a ser preocupante.

Na África do Sul, a transição entre a escola e o mercado de trabalho continua a ser uma promessa por cumprir para milhões de jovens, apesar da multiplicidade de iniciativas públicas. Foi o que destacou o ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Buti Manamela, esta semana durante a Cimeira Nacional da Educação 2026, em Sandton.

Perante decisores políticos, académicos e representantes da indústria, apresentou um retrato sem concessões. Para ele, o país não carece de jovens, mas sim de pontes para o emprego qualificado. Apresentou um número que ilustra esta realidade: cerca de 3,4 milhões de jovens não estão nem empregados, nem em formação, nem no ensino. A crise, disse, vai além do desemprego. Trata-se sobretudo de uma falha dos percursos.

Ainda assim, foram anunciadas ambições concretas. O plano ministerial prevê 37 000 inscrições em formação de artesãos e mais de 200 000 oportunidades de aprendizagem em contexto empresarial. Os especialistas presentes rapidamente matizaram estas metas. A professora Mary Metcalfe, antiga diretora-geral da educação e especialista em políticas públicas, considerou a visão política ambiciosa, mas criticou uma execução fraca e pouco compreendida pelo público. As vias profissionais, acrescentou, continuam pouco atrativas, com a universidade a dominar as aspirações das famílias.

O Conselho de Qualidade para Ofícios e Profissões (QCTO) apresentou dados reveladores. Os pedidos de acreditação aumentaram de 25 000 para 66 000 num ano, paralisando o sistema. Menos de 10% dos estudantes inscritos no programa N6 (formação técnica) concluíram o diploma, por falta de experiência em empresas. O próprio ministro reconheceu que o desafio não é a falta de programas, mas sim a sua fragmentação — demasiadas iniciativas, pouca coordenação.

Este diagnóstico insere-se num défice sistémico bem documentado. A economia precisa de 30 000 artesãos por ano, mas o sistema produz apenas 20 000 — um desfasamento que o ministro descreve como um “travão direto ao crescimento”. Entre 2014 e 2024, a taxa de emprego jovem caiu de 30,5% para 27,7%. Em 2024, 43,2% dos jovens não estavam nem empregados nem em formação. No primeiro trimestre de 2025, o desemprego entre os 15 e 34 anos atingiu 46,1%, contra 36,9% dez anos antes. Perante esta acumulação de sinais, a cimeira terminou com um apelo à ação coordenada entre o Estado, a indústria e as instituições de formação.

Félicien Houindo Lokossou

 

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