O Egito atrai cada vez mais grupos industriais chineses que procuram tirar partido de uma mão de obra local barata, de acordos de livre comércio assinados com a União Europeia e vários países do Médio Oriente, bem como de um acesso facilitado aos mercados africanos.
O grupo chinês Henan Zhongfu Industrial planeia construir uma fábrica de produção de alumínio no Egito, com um investimento de 2 mil milhões de dólares, anunciou o governo egípcio num comunicado publicado no sábado, 11 de abril. O projeto foi apresentado por Cui Hongsong, presidente do conselho de administração da empresa, durante uma reunião no Cairo com o primeiro-ministro egípcio Mostafa Madbouly, na presença do vice-primeiro-ministro para os Assuntos Económicos, Hussein Eissa, e do presidente da Autoridade Geral da Zona Económica do Canal de Suez, Walid Gamal El-Din.
A fábrica, que deverá ser construída numa área superior a 1 milhão de metros quadrados em Port Said Este, na zona económica do Canal de Suez, deverá gerar cerca de 3.000 empregos. «Este local, que utilizará as mais recentes tecnologias mundiais, representa um passo estratégico para expandir a presença industrial global da nossa empresa e demonstra uma forte confiança no mercado egípcio e na zona económica do Canal de Suez como destino de investimento de primeira linha», declarou Cui Hongsong, destacando o ambiente favorável ao investimento no país e os incentivos oferecidos aos investidores estrangeiros.
Por sua vez, Mostafa Madbouly reafirmou «o compromisso do governo em prestar total apoio ao projeto», sublinhando a importância estratégica do setor industrial no atual programa económico do Egito.
Reforçar a competitividade do Egito nos mercados externos
O presidente da Autoridade Geral da Zona Económica do Canal de Suez afirmou que o projeto deverá contribuir para satisfazer a procura interna, colmatar lacunas no setor industrial e reforçar a competitividade do Egito nos mercados regionais e internacionais, nomeadamente em África, no Médio Oriente e na Europa.
A Henan Zhongfu Industrial atua principalmente na produção de materiais avançados à base de ligas de alumínio, utilizados em diversos setores, incluindo embalagens alimentares, baterias elétricas, componentes eletrónicos, aviação e transporte ferroviário. O grupo, cotado na Bolsa de Xangai, dispõe de uma capacidade anual de produção de 690.000 toneladas de alumínio transformado e 750.000 toneladas de alumínio eletrolítico, exportando para 45 países.
Nos últimos anos, o Egito tem atraído várias empresas industriais chinesas que operam nos setores têxtil e de vestuário, indústria automóvel, siderurgia, equipamentos energéticos e indústria química. Ao apostarem neste país do Norte de África, que funciona como ponte entre África, Ásia (através da península do Sinai) e Europa via Mediterrâneo, estas empresas procuram tirar partido de uma mão de obra competitiva, de acordos de livre comércio com a União Europeia e vários países do Médio Oriente, bem como de um acesso facilitado aos mercados africanos.
Walid Kéfi













Palais des Expositions, Alger (Safex)