Em Angola, o setor agrícola contribui com cerca de 22% do PIB e emprega aproximadamente 52% da população ativa. O governo, que pretende melhorar o desempenho do setor, aposta na integração de inovações tecnológicas nos sistemas de produção.
Em Angola, o executivo continua a envidar esforços para modernizar a agricultura. Neste contexto, as autoridades assinaram, a 15 de abril, um acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com vista à criação de um centro de excelência AgriTech na província do Huambo.
Designado “Timbuktoo Angola AgriTech Centre of Excellence”, este projeto integra uma iniciativa pan-africana liderada pelo PNUD, destinada a impulsionar a inovação e o empreendedorismo no continente. O projeto será coordenado pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, em colaboração com o Ministério da Agricultura e Florestas, com o apoio do Ministério da Indústria e Comércio.
Segundo as autoridades, o futuro centro pretende funcionar como um polo regional dedicado às tecnologias agrícolas, com enfoque na agricultura sustentável, soluções digitais e tecnologias verdes. Deverá igualmente promover o surgimento de startups e PME inovadoras, além de apoiar a adoção de ferramentas digitais ao longo das cadeias de valor agrícolas.
«O Centro desempenhará um papel catalisador na criação de um ecossistema moderno de inovação agrícola, promovendo o empreendedorismo jovem, a adoção de ferramentas digitais e a transformação das cadeias de valor agrícolas», sublinha um comunicado divulgado no site do PNUD.
Embora este tipo de iniciativa possa contribuir para modernizar os sistemas de produção, a sua eficácia dependerá da capacidade de transformar a inovação em ganhos de produtividade em larga escala e de facilitar o acesso ao financiamento para jovens empresas agrícolas.
Na África Austral, Angola é o segundo país que mais gasta com importações de produtos alimentares, a seguir à África do Sul, sobretudo devido às limitações da produção nacional face ao crescimento da procura. No país, a fatura anual desta categoria de bens atingiu uma média de 2,58 mil milhões de dólares entre 2021 e 2023, segundo dados da UNCTAD. Entre os principais produtos importados destacam-se o óleo de palma, carne de frango, arroz, trigo, farinha de trigo e açúcar.
Stéphan Assocle













Meknès - Durabilité de la production animale et souveraineté alimentaire