O terceiro maior complexo aurífero de África em termos de produção em 2025, a mina maliana Fekola constitui um dos ativos principais do portefólio da empresa canadiana B2Gold. A companhia também está presente na Namíbia, na mina Otjikoto.
No âmbito de um acordo anunciado na segunda-feira, 20 de abril, a mineradora canadiana B2Gold deverá receber em breve um pagamento de 325 milhões de dólares da sua compatriota Agnico Eagle. Este desenvolvimento ocorre no contexto dos planos de crescimento da empresa no Mali, em torno do complexo aurífero Fekola.
Em detalhe, o acordo diz respeito à venda, por parte da B2Gold, da sua participação maioritária numa empresa que detém várias concessões de exploração de ouro na Finlândia. A transação continua sujeita a aprovações regulatórias e deverá ser concluída até ao final do mês. Os fundos provenientes da operação deverão reforçar a posição financeira do grupo e apoiar o seu capital de exploração.
Embora não haja menção direta à Fekola neste anúncio, esta continua no centro da atividade operacional da empresa. Com uma produção total de 530 769 onças de ouro em 2025, a mina representou a principal contribuição do portefólio da B2Gold, à frente das minas de Otjikoto (Namíbia), Masbate (Filipinas) e Goose (Canadá).
Para 2026, ano em que se prevê uma produção máxima de 460 000 onças, a empresa planeia investir cerca de 280 milhões de dólares em despesas de manutenção na Fekola.
Em paralelo, o grupo continua a desenvolver o projeto Fekola Regional, um novo depósito destinado a reforçar a capacidade do complexo. Quando estiver totalmente operacional, deverá acrescentar cerca de 180 000 onças de ouro por ano à produção. Para além dos investimentos de desenvolvimento, a empresa continua também a trabalhar na obtenção do licenciamento deste ativo.
Aurel Sèdjro Houenou













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