No Burkina Faso, a aquisição de uma participação adicional de 25% na mina de ouro Kiaka custará ao Estado 70 mil milhões de francos CFA (aproximadamente 125 milhões de dólares). O anúncio foi feito na terça-feira, 21 de abril, pelo operador australiano West African Resources (WAF), que refere um acordo para elevar a participação de Ouagadougou para 40% no capital deste ativo.
Entrando em produção em junho de 2025, a mina de Kiaka é atualmente detida em 85% pela WAF, contra 15% pelo Estado burquinês, que manifestou a intenção de aumentar a sua participação em conformidade com o novo Código Mineiro de 2024.
Com base num decreto adotado após vários meses de negociações, a empresa indica que a transação está agora autorizada, estando ambas as partes a trabalhar na finalização dos últimos detalhes, com conclusão prevista até ao final do ano.
«A publicação do decreto elimina qualquer incerteza quanto ao interesse do governo em Kiaka. A WAF irá concluir uma transação com a SOPAMIB, que esperamos finalizar até ao final do ano civil de 2026. A WAF planeia distribuir os recursos da venda da sua participação em Kiaka aos acionistas sob a forma de dividendo excecional», declarou Richard Hyde, CEO da WAF.
Através desta operação, as autoridades burquinenses procuram implementar uma das primeiras grandes aplicações das reformas do novo Código Mineiro, no âmbito de uma estratégia para reforçar o controlo estatal sobre os recursos naturais. O Estado deverá assim aumentar a sua participação nos dividendos de uma mina em forte crescimento, cuja produção pode atingir até 280 mil onças (cerca de 8,7 toneladas) este ano, representando quase 16% da produção industrial nacional estimada em 52 toneladas em 2025.
A WAF explora também a mina de Sanbrado no Burkina Faso e prepara a entrada em funcionamento do projeto Toega, um depósito satélite associado. Segundo a empresa, estes ativos não estão incluídos no aumento de participação do Estado.
Aurel Sèdjro Houenou













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