Burundi: mais de 75% da população vive em áreas rurais, frequentemente afastadas das infraestruturas digitais. Expandir a conectividade à Internet nessas zonas é crucial para reduzir a desigualdade digital, facilitar a educação, o acesso aos serviços públicos e estimular o desenvolvimento local.
A operadora de telecomunicações Lumitel e o Projeto de Apoio às Bases da Economia Digital (PAFEN) oficializaram, na segunda-feira, 2 de março, uma parceria estratégica de 10 milhões de dólares destinada a integrar digitalmente as zonas rurais do Burundi. Este contrato, assinado em Bujumbura, representa um marco decisivo na expansão da banda larga em todo o país.
“O desenvolvimento económico deve andar de mãos dadas com a responsabilidade social. Investimos em infraestruturas não apenas para ampliar o nosso mercado, mas também para aumentar as oportunidades oferecidas aos cidadãos”, declarou o diretor-geral da Lumitel, Phan Truong Son.
O financiamento baseia-se numa sinergia público-privada. O Banco Mundial injecta 4,37 milhões de dólares através do PAFEN, enquanto a Lumitel mobiliza 5,62 milhões de dólares de fundos próprios. Este investimento servirá para o desenvolvimento de infraestruturas móveis 2G e 4G em 86 colinas distribuídas por 14 províncias. O objetivo é duplo: cobrir cerca de 400.000 novos utilizadores e ligar aproximadamente 300 escolas à rede global.
Para além da simples cobertura de rede, esta iniciativa pretende transformar a vida quotidiana das populações locais. O projeto aposta num maior acesso à educação digital, na digitalização e desmaterialização dos serviços públicos, bem como no desenvolvimento da telemedicina em zonas historicamente negligenciadas. No terreno, a Lumitel liderará o planeamento técnico e a operação das estações-base, sob supervisão e coordenação do PAFEN.
Esta expansão integra-se na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2040‑2060, que considera o digital um motor chave da modernização económica do Burundi. Responde também a uma necessidade urgente: com uma taxa de penetração da Internet de cerca de 11,1% no final de 2025 (segundo o DataReportal), o país enfrenta um atraso estrutural. Mais de 75% dos burundeses vivem em áreas rurais, onde o acesso à 4G continua muito limitado; este projeto visa tornar esses serviços mais acessíveis a todos.
Samira Njoya













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