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Ramadão e Quaresma: como o telemóvel apoia o poder de compra na Costa do Marfim

Ramadão e Quaresma: como o telemóvel apoia o poder de compra na Costa do Marfim
Quarta-feira, 4 de Março de 2026

Durante o Ramadão e a Quaresma, a solidariedade também se manifesta através do digital. Na Costa do Marfim, o telemóvel e o mobile money afirmam-se como instrumentos discretos para gerir despesas e apoiar familiares e amigos.

À medida que se instalam os períodos da Quaresma e do Ramadão, o quotidiano aparenta abrandar na Costa do Marfim. Os horários mudam, as refeições reorganizam-se e as despesas são reajustadas. Mas por detrás desta aparente sobriedade, a atividade económica não para; ela transforma-se.

Todos os anos, as semanas de jejum vêm acompanhadas de uma intensificação dos gestos de solidariedade familiar. As transferências de dinheiro para familiares, por vezes em outras cidades ou no estrangeiro, tornam-se mais frequentes. As despesas com refeições comunitárias aumentam e as contribuições para obras sociais e religiosas multiplicam-se. Num contexto de pressão persistente sobre o poder de compra, estes ajustes obrigam muitas famílias a gerir os seus orçamentos com maior precisão. E essa gestão passa agora pelo telemóvel.

No primeiro trimestre de 2025, a Costa do Marfim registava mais de 60 milhões de assinaturas móveis para uma população estimada em pouco mais de 30 milhões de habitantes, segundo dados da Autoridade Reguladora das Telecomunicações da Costa do Marfim (ARTCI). Registavam-se também mais de 35 milhões de assinaturas de Internet móvel, confirmando o papel estruturante do digital no quotidiano.

Solidariedade impulsionada pelo digital

Durante o Ramadão e a Quaresma, esta infraestrutura digital assume uma dimensão particular. Apoiar um familiar no país, enviar uma contribuição a um próximo na sub-região ou pagar uma fatura à distância torna-se mais do que uma comodidade: é uma necessidade organizativa.

Neste ecossistema, a Orange Costa do Marfim, que conta com mais de 31 milhões de assinantes segundo a ARTCI, ocupa um lugar central. O seu serviço Orange Money, amplamente difundido, permite não só transferências instantâneas entre particulares, mas também o pagamento de faturas domésticas e a compra de crédito telefónico, por vezes sem custos adicionais em algumas promoções durante este período.

Estas funcionalidades, que podem parecer ordinárias em tempos normais, assumem uma importância acrescida quando as famílias procuram limitar deslocações, evitar filas e controlar cada despesa. O pagamento digital torna-se uma ferramenta de planeamento: as faturas são pagas a tempo, as transferências são monitorizadas e as despesas melhor antecipadas.

A operadora oferece também, por ocasião dos períodos religiosos, incentivos direcionados: transferências gratuitas para países como Mali, Burkina Faso, Senegal e Guiné, bónus em recargas via mobile money ou vantagens na compra de passes de Internet. Integradas nos hábitos diários, estas ofertas ganham especial relevância quando as famílias procuram otimizar cada despesa. As poupanças obtidas nas taxas de transação ou no consumo de dados podem ser canalizadas para a compra de alimentos, preparação das refeições de ruptura do jejum ou contribuições solidárias.

No mesmo espírito, a Fundação Orange Costa do Marfim lançou a 6.ª edição da sua caravana nacional de donativos «Ramadão e Quaresma Cristã», mobilizando dezenas de milhões de FCFA em géneros alimentares e bens não alimentares em benefício de comunidades religiosas em todo o país. Esta dimensão social complementa a oferta digital, posicionando a operadora como um parceiro mais amplo durante os períodos espirituais.

Conectividade, organização e novos reflexos orçamentais

Para além das transações financeiras, o telemóvel funciona como uma ferramenta de organização. Os períodos de jejum concentram determinadas despesas em momentos específicos do dia ou do mês. Poder acompanhar as operações em tempo real, centralizar pagamentos e evitar deslocações constitui um importante instrumento de ajuste orçamental.

A conectividade desempenha também um papel social e simbólico. Orações transmitidas online, grupos familiares nas redes sociais e mensagens de apoio trocadas à distância reforçam o sentimento de comunidade. Num país marcado por uma forte diversidade religiosa, o digital torna-se um espaço partilhado de espiritualidade e coesão.

O Ramadão e a Quaresma surgem assim como um revelador: de uma sociedade em que o telemóvel deixa de servir apenas para comunicar, passando a organizar, gerir e apoiar a economia doméstica.

Moutiou Adjibi Nourou

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