O Chade quer reforçar o uso das tecnologias digitais para melhorar as condições de vida dos refugiados e das pessoas deslocadas que acolhe no seu território. Para tal, as autoridades elaboraram uma estratégia.
O ministro chadiano das Telecomunicações e da Economia Digital, Boukar Michel (foto), detalhou uma estratégia destinada a melhorar a conectividade nas áreas mais vulneráveis, nomeadamente em torno dos campos de refugiados. Foi durante uma videoconferência realizada na quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, com a secretaria da União Internacional de Telecomunicações (UIT), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e o Sistema das Nações Unidas.
“O Chade aposta na digitalização para quebrar o isolamento: melhoria da rede em torno dos campos, soluções de energia solar, acesso facilitado aos serviços de telecomunicações, espaços educativos digitais […] tantas iniciativas integradas que permitem às populações refugiadas comunicar, aprender e reconstruir o seu futuro”, indicou o Ministério das Telecomunicações e da Economia Digital do Chade num post no Facebook.
Esta abordagem visa permitir que as populações deslocadas comuniquem com os seus familiares, tenham acesso à informação e também possam prosseguir aprendizagens ou atividades económicas básicas. Para as autoridades chadianas, a questão não é apenas de infraestrutura, mas humanitária.
Recorde-se que o país acolhe atualmente mais de 1,5 milhão de refugiados, em sua maioria fugindo do conflito no Sudão.
Para implementar estas iniciativas, o Chade apela a um reforço do apoio por parte dos parceiros internacionais. O governo ambiciona tornar o país um modelo de solidariedade digital, demonstrando que um ambiente marcado por crises pode, mesmo assim, oferecer soluções tecnológicas essenciais à dignidade e à resiliência das populações deslocadas.
Adoni Conrad Quenum













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