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Costa do Marfim: o Festival Porlahla afirma-se como um instrumento de coesão social

Costa do Marfim: o Festival Porlahla afirma-se como um instrumento de coesão social
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

A terceira edição do Festival Porlahla confirma o surgimento de uma bienal que faz da cultura sénoufo um instrumento de transmissão, coesão social e projeção territorial na Costa do Marfim.

Organizado com o apoio da Orange Côte d’Ivoire, o Festival Porlahla encerrou a sua terceira edição no domingo, 8 de fevereiro de 2026, em Kouto, no norte da Costa do Marfim. Concebido como uma bienal das artes e da cultura do povo sénoufo, o evento afirma-se progressivamente como um espaço estruturante, onde a cultura se transforma num veículo de transmissão, diálogo social e abertura para além das fronteiras locais.

Ao longo dos dias, a cidade de Kouto transformou-se num ponto de encontro entre comunidades e gerações. As expressões artísticas — danças, música, máscaras e artes tradicionais — serviram de suporte para a narração do património sénoufo, numa lógica assumida de valorização identitária. Mas o evento já não se limita a uma celebração local: esta terceira edição reuniu festivaleiros da Costa do Marfim, Mali, Gana, Benim, Togo, Senegal, Camarões, África do Sul e China, reforçando a dimensão internacional da bienal.

Esta abertura é também política e institucional. A cerimónia de encerramento contou com a presença do vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, Téné Birahima Ouattara, alto patrono do festival. Este sublinhou que o Porlahla se tornou um encontro cultural de dimensão internacional e incontornável, destacando a riqueza do património sénoufo e a vitalidade dos valores tradicionais da região da Bagoué. Para as autoridades, o festival integra uma estratégia mais ampla de promoção da cultura como fator de unidade nacional e estabilidade social.

No plano territorial, o Porlahla é também visto como um instrumento de mobilização local. Diarrassouba Maférima, vice-presidente do conselho regional da Bagoué, insiste na capacidade da bienal de fazer dialogar as gerações, num contexto onde “a palavra dos mais velhos encontra a energia da juventude”, através de formas de expressão profundamente enraizadas na história das comunidades sénoufo.

Sustentado pelo empenho do seu fundador, o empresário Bernard Koné Dossongui, e apoiado por parceiros públicos e privados, o festival procura agora consolidar o seu posicionamento. A longo prazo, o objetivo é perpetuar um evento capaz de gerar impactos sociais e culturais duradouros, ao mesmo tempo que contribui para reforçar a atratividade de Kouto e da região da Bagoué no panorama cultural da Costa do Marfim.

Mais amplamente, o Porlahla insere-se num contexto em que a Costa do Marfim procura fazer da cultura um pilar do seu desenvolvimento e influência. Para tal, as autoridades apostam cada vez mais na valorização do património material e imaterial, no apoio às indústrias culturais e criativas e na promoção de eventos estruturantes, com vista a fortalecer a atratividade turística, consolidar a coesão social e projetar uma imagem de estabilidade e diversidade cultural.

Moutiou Adjibi Nourou

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