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Congo reforça a sua conectividade com a entrada em funcionamento do segundo cabo submarino

Congo reforça a sua conectividade com a entrada em funcionamento do segundo cabo submarino
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

Nas últimas semanas, avarias no cabo 2Africa estavam a perturbar o acesso à Internet em vários países africanos, incluindo a República do Congo e a RDC.

Na sexta-feira, 13 de fevereiro, a operadora de telecomunicações MTN Congo anunciou a entrada em funcionamento do cabo submarino 2Africa no país. Este avanço reforça a infraestrutura digital nacional, numa altura em que a conectividade estava perturbada há várias semanas devido a falhas técnicas no único cabo submarino que até então servia o país em capacidade internacional.

Segundo a operadora, o cabo encontra-se agora ligado a Pointe-Noire, com uma ligação direta a Londres. A infraestrutura oferece duas rotas internacionais seguras via África do Sul e Nigéria. Melhora a capacidade internacional, a fiabilidade e a resiliência da rede, reduz a latência para a Europa e grandes plataformas, e optimiza o streaming, a cloud, as videoconferências e os serviços financeiros digitais.

Com este novo cabo, aterrado em 2023, a MTN promete aos congoleses uma ligação mais rápida, melhor qualidade de streaming e de chamadas de vídeo, bem como uma conectividade empresarial mais eficiente e segura. Isto acontece num contexto de perturbações persistentes atribuídas a falhas do cabo WACS, única infraestrutura do país desde 2012.

Perante esta situação, o Ministério dos Correios, das Telecomunicações e da Economia Digital tinha anunciado no final de janeiro a entrada em funcionamento de um novo cabo submarino no prazo de três semanas. Também foram abordadas medidas de reforço da resiliência dos operadores, ativação de rotas de reserva e cooperação com países vizinhos, com a perspetiva de um futuro cabo «Dow Africa».

Potenciais vantagens do novo cabo submarino

As autoridades congolesas consideram que a ligação ao novo cabo permitirá aos operadores melhorar a qualidade e a disponibilidade dos serviços de Internet para os consumidores. Mais de 3,5 milhões de congoleses utilizam a Internet diariamente, numa população de cerca de 6 milhões, correspondendo a uma taxa de penetração de aproximadamente 58,3%.

Os cabos submarinos contribuem igualmente para a redução dos custos de Internet. Segundo um relatório da Fundação para Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento Internacional (FERDI), publicado em junho de 2025, a duplicação da capacidade internacional proporcionada por estes cabos provoca uma redução imediata de 32% no custo do acesso fixo de alta velocidade e até 50% no acesso móvel de alta velocidade em África.

O Banco Mundial indicava, num estudo de julho de 2024, que cada duplicação da capacidade dos cabos submarinos em África reduz, em média, 7% do preço do acesso fixo de alta velocidade e 13% do preço do acesso móvel. A capacidade nominal do cabo WACS é de 14,5 terabits por segundo, contra 180 para o 2Africa.

A FERDI destaca que a implementação de novos cabos historicamente reduziu os custos, citando o exemplo da Nigéria e do cabo Didon na Tunísia. Em 2025, o custo de 5 GB de acesso móvel de alta velocidade representava 5,32% do RNB per capita na República do Congo, acima do limite de acessibilidade de 2% definido pela UIT. Para o acesso fixo de alta velocidade, o pacote de 5 GB representava 12,5% do RNB per capita.

Desafios e obstáculos

Estes benefícios não são, no entanto, automáticos. A capacidade adicional termina na estação de aterragem; é necessário transportar essa capacidade por todo o território.

Em setembro de 2023, o Congo lançou a construção de uma segunda espinha dorsal nacional de fibra ótica, com capacidade de 10 Gb, ligando Pointe-Noire a Brazzaville. A primeira espinha dorsal transporta os dados do cabo WACS e interliga-se com países vizinhos através da iniciativa Central Africa Backbone (CAB). No entanto, a infraestrutura nacional continua vulnerável ao vandalismo.

A FERDI sublinha a necessidade de resiliência e de uma regulação eficaz: apenas os países com uma autoridade independente, capaz de gerir a concorrência, o partilhamento de infraestruturas e a proteção dos consumidores, beneficiam plenamente da redução dos preços proporcionada pelos cabos submarinos.

Isaac K. Kassouwi

 

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