Diante de desafios crescentes de segurança em seus centros urbanos, a Guinea recorre às tecnologias digitais. As autoridades planejam implantar um sistema integrado de videovigilância e análise inteligente para melhorar a gestão do tráfego e a coordenação das forças de segurança.
O Conselho Nacional de Transição (CNT) validou, na sexta-feira, 13 de março, um acordo de financiamento de 385,3 milhões de yuans (cerca de 56 milhões de dólares) com o Export-Import Bank of China. Este empréstimo concessional, com taxa de juros de 2% e prazo de 20 anos, destina-se ao programa “Guinea Safe City”, baseado em tecnologias digitais e videovigilância, com o objetivo de reforçar a segurança nas principais cidades do país.
O projeto prevê a construção e o equipamento de 324 pontos de videovigilância distribuídos em oito cidades, bem como a criação de oito centros de comando e monitoramento para centralizar e analisar os dados coletados. O sistema também incluirá 900 terminais portáteis para as forças de segurança e 100 terminais móveis em veículos de coordenação, facilitando as intervenções no terreno. Para garantir a transmissão segura dos dados, serão instaladas seis estações-base LTE, fornecendo uma rede sem fio dedicada aos equipamentos do sistema.
Segurança urbana no centro da transformação digital
O projeto “Guinea Safe City” reflete a intenção das autoridades de usar tecnologias digitais para melhorar a gestão da segurança pública, em um contexto de rápida urbanização e pressão crescente sobre as infraestruturas urbanas. As grandes cidades do país, especialmente Conacri, concentram grande parte da atividade econômica, mas enfrentam desafios recorrentes relacionados a criminalidade, tráfego e gestão de multidões em eventos públicos.
Inspirado em programas similares implementados em várias cidades da Ásia e da África, o sistema será baseado em infraestrutura integrada, combinando videovigilância, redes de comunicação seguras e ferramentas de análise inteligente de dados. O objetivo é permitir monitoramento em tempo real das áreas sensíveis e melhorar a coordenação entre os diferentes serviços de segurança.
Além de fortalecer a segurança pública, o projeto pode modernizar a gestão urbana, facilitando o monitoramento do tráfego, aprimorando a coordenação dos serviços de intervenção e fornecendo dados estratégicos para o planejamento e gestão dos espaços urbanos.
Samira Njoya












