Desde a pandemia de COVID-19, a revolução tecnológica acelerou-se à escala mundial. Durante muito tempo em atraso, os países africanos procuram agora acompanhar esse ritmo e adotar mais rapidamente as novas tecnologias.
O governo do Uganda está a explorar novas vias para reforçar a sua transformação digital. O ministério responsável pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) organizou, na semana passada, discussões setoriais no âmbito da elaboração de uma estratégia nacional dedicada às tecnologias emergentes.
A iniciativa reuniu representantes do governo, empresas, universidades e do setor privado para recolher contributos sobre a utilização de tecnologias avançadas capazes de apoiar o desenvolvimento económico do país. As discussões centraram-se em vários domínios, nomeadamente Inteligência Artificial, Blockchain, Internet das Coisas (IoT), Big Data, Robótica, Computação em Nuvem e Computação Quântica.
“O Uganda encontra-se num momento decisivo do seu percurso de transformação digital. As decisões que tomarmos hoje relativamente às tecnologias emergentes determinarão o funcionamento da nossa economia, das nossas instituições e da nossa sociedade nas próximas décadas”, afirmou Aminah Zawedde, ministra responsável pelas TIC.
Para as autoridades ugandesas, estas tecnologias podem desempenhar um papel fundamental na modernização da economia e da administração pública. No entanto, o país ainda apresenta atraso na sua adoção em larga escala.
De acordo com o relatório Frontier Technologies Readiness Index, publicado em 2025 pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), o Uganda ocupa a 38.ª posição em África e a 155.ª a nível mundial entre os países mais preparados para adotar tecnologias emergentes. A mesma fonte indica que os países africanos mais avançados neste domínio são a África do Sul, Marrocos e Maurícia.
Se este quadro estratégico for implementado no Uganda, poderá representar um primeiro passo para reduzir o atraso tecnológico do país. No entanto, desafios como financiamento, divisão digital, conectividade nas zonas rurais e formação de talentos serão determinantes para o sucesso ou fracasso desta estratégia.
Adoni Conrad Quenum













Marrakech. Maroc