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Treze países africanos figuram no Top 100 mundial dos ecossistemas de startups mais performantes em 2026.

Treze países africanos figuram no Top 100 mundial dos ecossistemas de startups mais performantes em 2026.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Dois países do continente apenas conseguiram este ano melhorar a sua posição em relação à edição anterior do ranking, enquanto oito recuaram. Ainda assim, vários ecossistemas africanos registaram taxas de crescimento superiores a 30% ao longo do último ano.

Treze países africanos figuram no Top 100 mundial dos ecossistemas de startups mais performantes em 2026, segundo um ranking publicado na terça-feira, 19 de maio, pela consultora especializada StartupBlink.

Intitulado « Global Startup Ecosystem Index 2026 », este ranking baseia-se em 27 indicadores distribuídos por três grandes categorias: quantidade (número de startups, investidores no setor tecnológico, espaços de coworking, aceleradoras, eventos dedicados a startups, etc.); qualidade (investimentos em startups, número de unicórnios, capitalização bolsista de empresas tecnológicas, presença de centros de investigação e desenvolvimento criados por grandes empresas tecnológicas internacionais, presença de filiais de multinacionais, número de startups apoiadas por aceleradoras de renome mundial, presença de influenciadores internacionais no setor das startups, etc.); e ambiente de negócios no domínio da inovação (liberdade da Internet, velocidade de ligação, serviços bancários transfronteiriços, rigidez da legislação laboral, custo de vida, etc.).

A África do Sul (52.º lugar mundial) mantém a posição de país africano com o ecossistema de startups mais desenvolvido do continente desde a primeira publicação do índice em 2017. O ecossistema deste país, o mais industrializado do continente, registou um crescimento de 31,3% no último ano, sendo o ritmo mais elevado na África Austral.

O Quénia (61.º lugar mundial) também mantém a segunda posição a nível continental, apesar de ter recuado três posições no ranking global. A Nigéria (62.º lugar mundial) completa o pódio africano.

No total, apenas dois países africanos conseguiram melhorar a sua posição em relação a 2025: a Nigéria, que subiu quatro lugares, e Cabo Verde (+1). Oito países recuaram, enquanto a África do Sul e o Egito mantiveram as suas posições. Maurícia regressou este ano ao Top 100 mundial, depois de o ter abandonado. A Somália, que ocupava o 100.º lugar em 2025, deixou de figurar entre os 100 ecossistemas de startups mais performantes do mundo.

As maiores quedas registaram-se na Namíbia (-9 posições), no Gana (-6) e no Senegal (-5).

Tunísia e Uganda entre os ecossistemas mais dinâmicos

Apesar desta tendência globalmente negativa, vários ecossistemas africanos registaram taxas de crescimento superiores a 30% no último ano, nomeadamente os da Tunísia (+36,6%), Uganda (+32,5%), Nigéria (+31,8%), África do Sul (+31,3%) e Cabo Verde (+31,3%).

A StartupBlink classificou ainda os ecossistemas de startups de 1 500 cidades em todo o mundo. Apenas as cidades de Lagos (70.º lugar mundial) e Cairo (99.º) figuram no Top 100, graças a ecossistemas locais dinâmicos que contam com vários unicórnios e importantes aceleradoras de startups.

Walid Kéfi

Ecossistemas africanos de startups no Top 100 mundial em 2026:

  1. África do Sul (52.º)
  2. Quénia (61.º)
  3. Nigéria (62.º)
  4. Egito (65.º)
  5. Cabo Verde (74.º)
  6. Tunísia (84.º)
  7. Maurícia (85.º)
  8. Gana (87.º)
  9. Marrocos (90.º)
  10. Namíbia (94.º)
  11. Uganda (96.º)
  12. Senegal (97.º)
  13. Ruanda (100.º)

 

 

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