Há alguns anos, os países africanos têm acelerado a implementação do roaming gratuito (free roaming), com o objetivo, entre outros, de reduzir os custos para os utilizadores e promover a integração digital e regional. Três países da África Ocidental acabam de dar um novo passo.
O Senegal, o Togo e o Benim ativaram recentemente o roaming gratuito entre as suas redes móveis. Liderada pelos reguladores nacionais, esta iniciativa visa reduzir os custos de comunicação para os assinantes em deslocação entre estes três países.
Concretamente, os utilizadores podem agora receber chamadas sem custos adicionais quando viajam entre estes territórios. As chamadas efetuadas e os SMS são cobrados a tarifas próximas das praticadas localmente no país visitado, enquanto os serviços de dados beneficiam de condições tarifárias mais vantajosas do que anteriormente.
Esta ativação surge na sequência do anúncio feito em dezembro passado pela Autoridade de Regulação das Telecomunicações e dos Correios do Senegal, que previa a implementação do roaming gratuito com quatro países da sub-região — Benim, Gâmbia, Mali e Togo — a partir de 1 de março de 2026. O calendário sofreu atrasos e apenas os acordos com o Benim e o Togo foram, até ao momento, concretizados.
Este mecanismo insere-se nos esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para harmonizar as políticas de telecomunicações e facilitar a livre circulação de pessoas e serviços. Historicamente, o roaming internacional tem sido caro no continente, constituindo um entrave aos intercâmbios económicos e à mobilidade regional.
Com esta iniciativa, o Senegal, o Togo e o Benim lançam as bases de um mercado regional mais fluido, alinhado com as ambições de integração económica da África Ocidental. Outros acordos semelhantes já foram estabelecidos ou estão em curso no continente, nomeadamente entre o Burkina Faso e a Costa do Marfim, o Gana e o Benim, bem como entre o Chade e os Camarões.
Adoni Conrad Quenum













Londres - Royaume-Uni - Sommet réunissant l'écosystème tech africain et les investisseurs internationaux à Londres.