São Tomé e Príncipe, em parceria com a FAO, lançam plataforma digital para apoiar agricultores na promoção e venda de seus produtos.
A plataforma busca melhorar a circulação de produtos agrícolas, reduzir perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores.
Em resposta às limitações estruturais de seu setor agrícola, São Tomé e Príncipe adotam uma abordagem digital para reforçar a produtividade e facilitar os circuitos de comercialização.
O governo de São Tomé e Príncipe, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apresentou oficialmente na sexta-feira, 24 de outubro, uma nova plataforma digital destinada a apoiar os agricultores na promoção e venda de seus produtos.
Desenvolvida pela Direção de Empreendedorismo a pedido do Executivo, esta solução visa melhorar a circulação de produtos agrícolas do campo ao mercado, reduzir as perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores. Projetada para ser simples e acessível, ela se baseia em práticas digitais já difundidas entre os agricultores locais, muitos dos quais possuem smartphones e usam o WhatsApp.
Esta inovação faz parte de um programa mais amplo de promoção da empregabilidade jovem no setor agrícola. Pilar da economia nacional, a agricultura contribui com cerca de 14% do PIB e representa quase 80% das receitas de exportação, segundo a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O setor, no entanto, ainda enfrenta vários desafios estruturais, como dificuldade de acesso aos mercados, falta de informações sobre preços e demanda, fraqueza dos canais de distribuição e altas perdas pós-colheita.
A nova plataforma se posiciona como uma ferramenta estratégica para transformar o potencial agrícola do país em valor econômico tangível. Ela visa fortalecer a competitividade das cadeias produtivas locais, facilitar o acesso aos mercados, diversificar saídas comerciais e oferecer novas oportunidades a jovens empresários rurais. A longo prazo, a digitalização do setor agrícola poderá favorecer uma melhor rastreabilidade das trocas, um aumento na renda dos agricultores e uma modernização progressiva da economia rural do arquipélago.
Samira Njoya













Marrakech. Maroc