TogoTech, plataforma criada por uma iniciativa coletiva de cerca de quinze startups tecnológicas do Togo, anunciou oficialmente seu lançamento.
A nova plataforma almeja mais de 2 bilhões de FCFA em receita acumulada e a criação de cerca de cem empregos diretos, visando transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.
O governo do Togo vem buscando estruturar um ecossistema digital nacional. O objetivo é estimular a criatividade, apoiar empreendedores jovens e colocar o Togo como um hub tecnológico regional.
Enunciada recentemente pela TogoFirst, a TogoTech, uma plataforma decorrente de uma iniciativa coletiva que reúne cerca de quinze startups de tecnologia do Togo, oficializou o seu lançamento na sexta-feira, 24 de outubro. Isso ocorreu sob a égide da Ministra da Transformação Digital, Cina Lawson, juntamente com a presença de representantes de parceiros como a GIZ, setor privado e vários empreendedores.
"Nós, empreendedores do digital togolês, desejamos falar com uma só voz e construir um ambiente favorável à inovação, à criação de empregos e à competitividade", declarou Gaëlle Matina Egbidi, presidente da TogoTech.
A nova plataforma pretende ter mais de 2 bilhões FCFA de receita acumulada e criação de cerca de cem empregos diretos. Ela consolida a vontade das startups membros de transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.
A associação, que reúne empresas ativas nos setores de saúde, finanças, educação, logística e segurança cibernética, pretende atuar como uma ponte entre as startups, instituições públicas e investidores.
Durante o lançamento, um acordo de parceria foi assinado com a Cyber Defense Africa para fortalecer a segurança cibernética e outro com a firma Acquereburu & Partners para garantir um enquadramento jurídico confiável para as empresas digitais togolenses.
A ministra Cina Lawson elogiou a criação desta sinergia, a qual ela classificou como um "ato de maturidade" para o setor. "Este evento marca uma etapa importante na estruturação do ecossistema tech e das startups no Togo. Ele representa a maturidade de uma geração de empreendedores decididos a contribuir ativamente para a transformação digital do país", acrescentou ela.
Para a GIZ, parceiro central do projeto através de seu programa ProDigiT, a TogoTech representa o resultado de um longo processo de estruturação. "Há três anos, não existia uma associação capaz de representar o setor privado digital no Togo. Hoje, finalmente temos um forte interlocutor para as startups", enfatizou Bettina Maier Neme, gerente de projetos na GIZ.
A instituição alemã planeja continuar apoiando a plataforma e a Agência Togo Digital para fortalecer a colaboração entre startups e instituições públicas.
Ao final do evento, Edem Adjamagbo, vice-presidente da TogoTech e fundador da SEMOA, ressaltou a necessidade de construir a credibilidade do setor digital do Togo: "Nosso apelo é simples, uma política para campeões nacionais baseada no desempenho. Quando uma solução local é melhor, mais rápida, com o custo certo, ela deve ser escolhida primeiro", disse ele.
Lembramos que a TogoTech inclui atores inovadores, como Gozem ativo em VTC, Semoa em fintechs, Édolé, presente no digital aplicado ao BTP, ou ainda Solimi, MiaPay, Kondjigbalé, Anaxar e Clinicaa, cujas atividades cobrem variados segmentos, tais como a saúde digital, logística e pagamentos eletrônicos.
No médio prazo, a plataforma planeja expandir sua rede para novas startups e intensificar colaborações com parceiros internacionais.
"O digital togolês agora tem uma voz unida. Estamos avançando em direção a um ecossistema sólido, estruturado e competitivo", concluiu Gaëlle Matina Egbidi, convidando as startups do país a se juntarem à iniciativa para "transformar juntos o futuro do Togo".
Ayi Renaud Dossavi












