Manteve-se relativamente estável em relação a 2024. As incertezas geopolíticas globais, o aumento das taxas de juro e as tensões comerciais foram os principais fatores que explicam esta diminuição.
Bens de consumo no topo da lista
Em termos de investimentos estrangeiros, a Suíça foi o maior comprador em valor em 2025, com 3,4 mil milhões de USD investidos em 6 transações, seguida do Japão, que destinou 3 mil milhões de USD repartidos por 8 transações. O Reino Unido ocupa o terceiro lugar, com 2,7 mil milhões de USD distribuídos por 35 transações. Os Estados Unidos foram os mais ativos em número de transações, com 50 operações, à frente de França, cujas empresas realizaram 25 transações em África, num valor total de 300,61 milhões de USD.
A análise setorial das fusões e aquisições mostra que o setor de bens de consumo domina tanto em volume como em valor das transações, graças a operações significativas como a aquisição da Coca-Cola Beverages Africa (CCBA), principal engarrafadora africana do fabricante americano de bebidas The Coca-Cola Company, pela Coca-Cola Hellenic Bottling Company (HBC) por 2,6 mil milhões de USD. Este setor registou mais de 180 transações, confirmando a sua liderança nos últimos anos.
As transações no setor energético mantiveram um nível elevado de atividade, classificando-se em 2.º lugar em termos de valor. Entre as principais operações destacam-se a aquisição pelo comerciante suíço Vitol de 30 % dos interesses da petrolífera italiana Eni no projeto petrolífero Baleine na Costa do Marfim por 1,65 mil milhões de USD, a venda pela Tullow dos seus ativos quenianos à empresa dos Emirados Gulf Energy, e a compra pela Shell Nigeria Exploration and Production Company (SNEPCo) da participação de 12,5 % da TotalEnergies EP Nigeria (TEPNG) no campo nigeriano de Bonga.
O setor de serviços financeiros também registou um aumento significativo no número de transações em 2025, em comparação com 2024. No total, foram contabilizadas 5 fusões e aquisições entrantes com valor superior a 1 mil milhões de USD no continente ao longo do ano. Para 2026, a HSF Kramer prevê que a atividade se mantenha elevada, apesar da persistência das incertezas geopolíticas globais.
Esta perspetiva baseia-se na confiança dos investidores no mercado africano e na perceção de África como uma zona «relativamente neutra» para a exportação de minérios críticos e produtos energéticos para os EUA, Europa e Ásia, como demonstra o empréstimo recente de 553 milhões de USD concedido pela U.S. International Development Finance Corporation ao consórcio responsável pelo desenvolvimento do corredor de Lobito.
Walid Kéfi













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