Operadora da mina Kamoa-Kakula, Ivanhoe Mines, oficializa o início das operações da sua fundição de cobre de 700 milhões de dólares.
A nova fundição tem a capacidade de processar 500 mil toneladas anuais de concentrado de cobre, permitindo a total transformação do produto dentro do território congolês.
Desde a sua inauguração em 2021, o concentrado de cobre produzido na mina Kamoa-Kakula tem sido principalmente exportado para fundições internacionais para processamento. Paralelamente, a operadora Ivanhoe Mines vinha desenvolvendo uma fundição com o objetivo de garantir a produção local de ânodos de cobre.
Em uma nota publicada na segunda-feira, 1º de dezembro, a Ivanhoe Mines anunciou o início oficial das operações da fundição de cobre da mina Kamoa-Kakula na República Democrática do Congo. Essa atualização segue uma cerimônia de inauguração realizada na sexta-feira, 21 de novembro, e marca a conclusão de um projeto avaliado em 700 milhões de dólares, um marco importante para a valorização local do cobre extraído do local.
Com uma capacidade anual de processamento de 500 mil toneladas de concentrado de cobre, a fundição é o resultado de uma iniciativa lançada em 2021, após a inauguração da mina. O projeto então visava permitir a transformação exclusiva do cobre de Kamoa-Kakula no solo congolês. Na época, a Ivanhoe Mines indicou que cerca de 35% do concentrado produzido no local era enviado para a vizinha fundição de Lualaba, com o restante sendo transportado para fundições internacionais para processamento.
Com a inauguração, a empresa agora planeja processar toda a produção de Kamoa-Kakula localmente. Qualquer excesso registrado será então enviado para a planta de Lualaba para processamento. Vale ressaltar que o cobre blister produzido pela fundição é um produto intermediário usado na fabricação de ânodos, com aproximadamente 99% de pureza. Para comparação, a Ivanhoe estimou que o cobre contido no concentrado extraído da mina era de cerca de 55%.
Graças a essa infraestrutura, a mineradora canadense reforça assim sua posição na cadeia de valor do cobre, visando captar um valor agregado maior para a produção de Kamoa-Kakula. Vale notar que toda a futura produção da fundição já está coberta por contratos de retirada assinados com os chineses CITIC Metal e Zijin Mining, bem como o negociante suíço Trafigura.
Enquanto aguardamos futuras atualizações sobre o projeto, vale salientar que o início das operações da fundição ocorre em um contexto onde se espera que a expansão de Kamoa-Kakula seja novamente atrasada este ano. A Ivanhoe Mines, de fato, revisou para baixo suas previsões anuais para entre 370 mil e 420 mil toneladas (contra 520 mil a 580 mil toneladas inicialmente) devido a um incidente sísmico ocorrido em maio passado. A divulgação das previsões para 2026 é esperada esta semana.
Aurel Sèdjro Houenou













Marrakech. Maroc