Angola firmará um acordo de exclusividade de negociações com a Shell para a exploração e desenvolvimento de diversos blocos petrolíferos offshore em 3 de novembro de 2025.
Este movimento é parte de uma estratégia para estabilizar a produção do país em torno de um milhão de barris por dia e reforçar a presença de grandes investidores em águas angolanas.
Na luta para estabilizar a produção em meio ao envelhecimento de seus campos produtores de petróleo, Angola está buscando ativamente maneiras de manter sua produção em torno de um milhão de barris por dia. O país está apostando em empresas já ativas em seu offshore para atingir esse objetivo.
Na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, Angola assinará um acordo de exclusividade de negociações com a empresa de petróleo anglo-holandesa Shell para a exploração e desenvolvimento de vários blocos de petróleo no mar, incluindo os blocos 19, 34 e 35.
A informação foi divulgada na sexta-feira, 31 de outubro, pela imprensa internacional, citando a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), que supervisiona as concessões de petróleo e gás do país.
O acordo proposto ainda não é um contrato de exploração e produção, mas oferece a Shell o direito exclusivo de negociar com o governo angolano sobre os blocos em questão. De acordo com a ANPG, este passo marca um "momento importante" na estratégia nacional de fortalecer a presença de grandes investidores nas águas angolanas.
Trata-se de um quadro exclusivo de negociação antes da eventual assinatura de um contrato de partilha de produção. Este anúncio ocorre quando a produção de petróleo do país tem flutuado em torno de 1,03 milhão de barris por dia há vários meses, comparado a mais de 1,4 milhão de barris dez anos antes, de acordo com dados oficiais.
Como o segundo maior produtor de crude da África Subsaariana, Angola está contando com novas parcerias para impulsionar sua produção e manter seu papel como um ator-chave no mercado africano. Ao se associar à Shell, uma empresa com experiência reconhecida em perfurações em águas profundas, o país espera atrair capital e tecnologia avançada para explorar áreas complexas ao largo de suas costas atlânticas.
O contrato proposto com a Shell está alinhado com uma tendência que envolve outras empresas internacionais de petróleo. Em setembro de 2025, a empresa americana Chevron assinou um acordo preliminar com o governo angolano para explorar um novo bloco offshore, continuando sua presença histórica no Bloco 0 e o desenvolvimento do campo de Mafumeira Sul.
No mesmo mês, sua compatriota ExxonMobil obteve uma extensão de licença para o Bloco 15, confirmando sua intenção de manter e otimizar a produção neste ativo maduro. Essas iniciativas ilustram a estratégia de Luanda para impulsionar a exploração offshore de petróleo e atrair novos investimentos estrangeiros em um contexto de queda na produção.
Abdel-Latif Boureima













Marrakech. Maroc