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Mali: Barrick Mining retoma atividades na mina de ouro Loulo-Gounkoto após acordo com o governo

Mali: Barrick Mining retoma atividades na mina de ouro Loulo-Gounkoto após acordo com o governo
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026

Após meses de divergências, Mali e Barrick Mining anunciaram, em novembro de 2025, a conclusão de um novo acordo. O objetivo era resolver os litígios em andamento e permitir a retomada das atividades na mina de ouro Loulo-Gounkoto.

No Mali, o grupo canadense Barrick Mining prevê uma produção atribuível entre 260.000 e 290.000 onças de ouro em 2026 na mina Loulo-Gounkoto, segundo seu relatório financeiro publicado na quinta-feira, 5 de fevereiro. Mais do que a previsão em si, essa indicação marca sobretudo o retorno deste ativo aos planos de produção do grupo, após ter sido excluído no ano passado devido às tensões persistentes com o Estado maliense.

Um terreno de entendimento finalmente encontrado

Maior mina de ouro do Mali, Loulo-Gounkoto esteve no centro de um longo impasse entre Barrick e as autoridades de Bamako. O conflito surgiu da intenção do Estado de aplicar à mina as disposições do novo Código de Mineração de 2023, alcançando um ponto crítico em janeiro de 2025, quando a companhia fechou o local após a apreensão pelo governo de um estoque de ouro. Na sequência, a Barrick retirou o projeto de suas previsões de produção para o exercício.

O site permaneceu inativo até junho, quando foi colocado sob administração provisória a pedido do governo, visando a retomada das operações. Uma evolução ocorreu em novembro, com a assinatura de um acordo para encerrar o litígio. O pacto previa, entre outros pontos, a renúncia de Bamako a todas as acusações contra as subsidiárias malienses da Barrick, bem como a devolução do estoque de ouro apreendido e o controle operacional da mina à companhia.

Em contrapartida, a Barrick comprometeu-se a retirar procedimentos de arbitragem internacional contra o Mali e a pagar 253 milhões de dólares ao Estado. Segundo a nota divulgada pela empresa, este quadro de resolução foi efetivamente implementado, permitindo-lhe retomar o controle operacional do local em 18 de dezembro de 2025, com a produção reiniciando nos últimos dias do ano.

Somando a produção antes do fechamento e a dos últimos dias de 2025, a Barrick declara uma produção atribuível de 29.000 onças, com base em sua participação de 80%. Incluindo os 20% detidos pelo Estado maliense, o total corresponde a aproximadamente 36.200 onças de ouro entregues no ano. Embora relatórios tenham mencionado a retomada sob administração provisória, nenhuma produção relativa a esse período foi registrada até o momento.

Rumo a uma retomada gradual da produção

Para o ano em curso, a Barrick Mining aposta numa retomada gradual em Loulo-Gounkoto. Considerando a participação do Mali de 20% na produção máxima atribuível de 290.000 onças, a mina poderia gerar até 362.500 onças. Em comparação, esse nível ainda é significativamente inferior às 723.000 onças produzidas em 2024. Apesar desse retorno ainda tímido, Loulo-Gounkoto permanece um ativo estratégico para a Barrick.

Após produzir um total de 3,2 milhões de onças de ouro em 2025, o grupo projeta desempenho quase similar em 2026, contando com a contribuição de Loulo-Gounkoto, especialmente após a venda das minas Hemlo e Tongon no ano passado. O portfólio da companhia inclui cerca de dez minas espalhadas por vários continentes, incluindo várias na África, como Kibali (RDC), North Mara e Bulyanhulu na Tanzânia.

Para o Mali, cuja produção industrial caiu 22,9% no ano passado, a retomada de Loulo-Gounkoto é um episódio-chave, sobretudo com a expectativa de aumento prolongado do preço do ouro em 2026, após uma valorização anual de 67% em 2025.

Paralelamente, continuam as discussões sobre a renovação da licença de exploração da mina Loulo, parte integrante do complexo Loulo-Gounkoto. Esta licença, que deveria expirar neste mês, está em processo de prorrogação por mais dez anos, segundo a Barrick, sem detalhar se as negociações consideram o novo código de mineração. Vale lembrar que este regime permite ao Mali deter até 35% de uma mina (sendo 5% reservados a investidores locais), contra 20% anteriormente.

Aurel Sèdjro Houenou

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