Africa Energy Corp. progresse dans ses démarches pour exploiter commercialement le bloc 11B/12B, au large des côtes de África do Sul. La empresa anunciou em 29 de abril que obteve uma nova extensão de prazo para submeter a sua Avaliação de Impacto Ambiental e Social (AIES) às autoridades competentes.
O novo prazo foi fixado para 4 de novembro de 2026. Segundo a empresa, “a obtenção da autorização ambiental é uma condição prévia para a concessão do direito de produção relativo ao bloco 11B/12B”.
Esta extensão ocorre num contexto em que, em agosto de 2025, o Tribunal Superior da província do Cabo Ocidental anulou uma autorização ambiental anteriormente concedida à TotalEnergies para operações offshore num bloco vizinho. A decisão levou a empresa francesa a recorrer ao Supremo Tribunal de Apelação.
Um projeto estratégico num contexto energético apertado
O bloco 11B/12B contém duas grandes descobertas em águas profundas na bacia de Outeniqua: Brulpadda (2019) e Luiperd (2020). Segundo estimativas do Departamento de Comércio dos EUA, os recursos podem atingir cerca de 3,4 biliões de pés cúbicos de gás recuperável, tornando-se uma das maiores descobertas offshore do país.
O governo da África do Sul considera este recurso estratégico para reforçar a segurança energética, num contexto em que o carvão ainda representa cerca de 80% da produção elétrica nacional.
A empresa também está em negociações com a petrolífera estatal PetroSA para utilizar infraestruturas existentes, incluindo plataformas offshore e gasodutos, com vista ao transporte do gás até à refinaria de Mossel Bay.
Abdel-Latif Boureima












