Kevin Smith foi anunciado como o próximo diretor geral das operações da De Beers, substituindo Burger Greeff que se aposentará no final do ano.
A nomeação ocorre em meio a um recente enfraquecimento no mercado de diamantes naturais e enquanto a De Beers se prepara para se separar da Anglo American, sua empresa-mãe.
Ao longo dos últimos meses, a De Beers tem enfrentado uma queda nos preços e na demanda por diamantes naturais. Enquanto isso, a Anglo American, sua empresa-mãe, continua trabalhando para finalizar a separação, parte de um plano anunciado para 2024.
Na quarta-feira, 5 de novembro, a De Beers anunciou a nomeação de Kevin Smith como o próximo diretor geral das operações, substituindo Burger Greeff, que se aposentará ao final do ano. Atualmente vice-presidente executivo responsável por assuntos corporativos e estratégia do grupo diamantífero, cargo que ocupa desde 1996, Smith assumirá suas novas funções na segunda-feira, 1º de dezembro de 2025.
"Após a saída de Burger, estou muito satisfeito que Kevin Smith, um líder muito respeitado pela sua eficiência, assuma a liderança das nossas operações. Com experiência de quase 30 anos na empresa, incluindo a interação com nossos parceiros governamentais em Botsuana e na Namíbia, ele traz uma expertise valiosa e uma ampla gama de habilidades, contribuindo assim para o sucesso das nossas joint ventures," declarou Al Cook, CEO da De Beers.
Através das joint ventures Debswana (com o governo de Botsuana), Namdeb e Debmarine na Namíbia, a De Beers obtém a maior parte de sua produção na África. O grupo também possui operações na África do Sul, além de estar ativo na exploração em Angola. Kevin Smith será responsável por supervisionar o andamento de todas estas operações, em um momento em que a empresa enfrenta um mercado de diamantes naturais em declínio.
Esta situação é alimentada principalmente pela queda nos preços e na demanda, agravada pela concorrência dos diamantes de laboratório. No primeiro semestre, a De Beers registrou uma receita de 2 bilhões de dólares, contra 2,2 bilhões declarados no mesmo período em 2024, indicando a desaceleração. Esta reestruturação administrativa vem em um momento em que a De Beers está se preparando para se separar da Anglo American, que detém 85% de seu capital.
Atualmente, as discussões continuam em relação à separação, com o Botsuana já tendo expressado sua intenção de adquirir uma participação majoritária na De Beers. Vale lembrar que Gaborone atualmente possui 15% do grupo. Angola também anunciou que apresentou uma oferta para adquirir uma participação.
Aurel Sèdjro Houenou












