Desde 2024, o grupo mineiro chinês Zijin Mining tem multiplicado os investimentos em ouro em África, nomeadamente com a aquisição da mina Akyem, no Gana. Esta dinâmica foi reforçada no início deste ano com o anúncio da compra da Allied Gold, operadora de várias minas na África Ocidental.
Numa nota publicada na segunda-feira, 9 de fevereiro, o grupo Zijin Mining elevou o seu objetivo de produção de ouro para um máximo de 140 toneladas até 2028, face à meta de 110 toneladas anunciada em 2024. Embora a empresa afirme querer acelerar a otimização das suas minas existentes, esta nova projeção reflete sobretudo a intensificação da sua expansão no setor aurífero africano nos últimos anos.
Historicamente ativo no cobre, através da mina congolesa Kamoa-Kakula, Zijin Mining iniciou em 2024 a sua entrada no ouro africano com a aquisição da mina Akyem, no Gana, por cerca de 1 mil milhões de dólares. Esta expansão consolidou-se em janeiro de 2026, com o anúncio de um acordo para adquirir a empresa canadiana Allied Gold, por 5,5 mil milhões de dólares. Esta última explora três minas na África Ocidental — Sadiola, no Mali, e Agbaou e Bonikro, na Costa do Marfim — e planeia abrir ainda este ano uma quarta mina, Kurmuk, na Etiópia.
Com um portfólio aurífero de mais de uma dezena de minas distribuídas principalmente na China, Papua-Nova Guiné e Colômbia, a Zijin produziu 90 toneladas de ouro em 2025. A produção deverá atingir 105 toneladas em 2026, aumentando significativamente até 2028, conforme o novo objetivo. A concretização desta meta dependerá do progresso dos investimentos e das operações de fusão e aquisição, incluindo a finalização da aquisição da Allied Gold, em curso através da nova subsidiária Zijin Gold, sujeita à aprovação dos acionistas da Allied, com previsão de conclusão para final de abril.
Esta operação poderá ter um impacto significativo na estratégia de Zijin, sublinhando o papel crescente de África na trajetória de produção de ouro do grupo.
Aurel Sèdjro Houenou













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