A Tunísia tem feito da energia solar uma das opções prioritárias para enfrentar os desafios energéticos do país, enquanto as energias renováveis ainda têm uma presença limitada na matriz elétrica.
O grupo norueguês Scatec lançou oficialmente a fase de operação comercial da central solar de Sidi Bouzid, localizada a cerca de 260 km a sul da capital tunisina, anunciou a empresa na terça-feira, 10 de março.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Aeolus, possui uma capacidade de 60 MW, com a Scatec detendo 51% e a Aeolus 49%. A eletricidade produzida será vendida ao Estado através da Société Tunisienne de l’Électricité et du Gaz (STEG), com quem foi firmado um contrato de compra de energia (PPA) em maio de 2025.
A central de Sidi Bouzid integra um portfólio de projetos solares da Scatec na Tunísia, incluindo outro projeto fotovoltaico de cerca de 60 MW em Tozeur, obtido no mesmo processo de licitação, cuja operação comercial está prevista para o primeiro semestre deste ano.
Juntas, as centrais de Sidi Bouzid e Tozeur deverão produzir cerca de 288 GWh de eletricidade por ano, permitindo uma redução anual estimada de mais de 115.000 toneladas de CO₂, segundo projeções da Scatec.
Outros projetos para reforçar as renováveis
Além de Sidi Bouzid e Tozeur, a Scatec desenvolve outros projetos fotovoltaicos na Tunísia, incluindo um contrato de compra de eletricidade de 25 anos para uma central de aproximadamente 120 MW em Tataouine, no sul do país.
Estes investimentos fazem parte da estratégia energética tunisina, que pretende aumentar a participação das energias renováveis para 35% da matriz elétrica até 2030. Em 2023, representavam apenas cerca de 3,8% da produção elétrica, de acordo com a International Energy Agency, numa matriz ainda dominada pelo gás natural, responsável pela maior parte da produção.
Abdel-Latif Boureima













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