Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Mali: após tensões com Barrick Mining, a licença da maior mina de ouro do país, Loulo-Gounkoto, foi renovada por dez anos

Mali: após tensões com Barrick Mining, a licença da maior mina de ouro do país, Loulo-Gounkoto, foi renovada por dez anos
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

Depois de vários meses de litígio, o grupo canadense Barrick Mining e o Estado do Mali chegaram a um acordo em novembro para retomar as atividades da mina de ouro Loulo-Gounkoto. Apesar dos sinais de apaziguamento, alguns pontos do conflito ainda precisam ser esclarecidos.

Na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o governo do Mali anunciou a adoção de um decreto que renova por dez anos a licença de exploração da mina Loulo, uma das seções do complexo Loulo-Gounkoto. Essa decisão representa o último desenvolvimento no processo de resolução do litígio entre Barrick Mining e Bamako, mas não traz detalhes sobre a aplicação do novo código de mineração de 2023 à mina.

Perspectiva de uma nova convenção de mineração

O complexo Loulo-Gounkoto, maior mina de ouro do Mali, inclui os sítios de Loulo e Gounkoto. No centro do prolongado litígio entre Barrick Mining e as autoridades malianas sobre o código de mineração de 2023, a produção do projeto foi afetada em 2025, até que um acordo foi firmado em novembro. Desde então, sinais de normalização se multiplicam, e a Barrick reintegrou Loulo-Gounkoto em suas previsões de produção para 2026.

Medidas como o pagamento de 253 milhões de dólares referentes a débitos e a liberação de empregados detidos no Mali contribuíram para o clima de détente. Contudo, não houve ainda sinal claro sobre um acordo definitivo quanto à aplicação do novo código de mineração. Essa questão é especialmente relevante com a renovação da licença de Loulo, uma das etapas finais esperadas por Barrick no processo de resolução do conflito.

Concedida em 1996 por 30 anos, a licença da mina expirava este mês. O decreto prolonga a exploração por mais dez anos, conforme o Código de Mineração em vigor, mas os termos renegociados da convenção de exploração continuam desconhecidos. Segundo o código, a expiração de uma licença implica na caducidade da convenção anterior, e seu renovamento requer uma nova negociação.

O novo regime permite ao Estado maliano deter até 30% do capital de uma mina, com 5% adicionais reservados a investidores locais. No complexo Loulo-Gounkoto, antes da atualização, o Estado possuía 20% de Loulo, enquanto Barrick detinha 80%; a mesma proporção se aplica a Gounkoto, cujo prazo de licença vai até 2042.

Reativação de um ativo estratégico

Enquanto questões regulatórias aguardam esclarecimentos, Loulo-Gounkoto já entra em fase de retomada. A suspensão das atividades em 2025 levou a uma produção de apenas 36.200 onças de ouro, contra 723.000 onças em 2024. Para 2026, Barrick projeta uma recuperação gradual, com meta de até 362.500 onças.

Essas mudanças são cruciais para Barrick Mining, pois o renovamento da licença garante a continuidade de um ativo-chave de seu portfólio. Para o Mali, a retomada é igualmente estratégica, visto que a produção industrial de ouro recuou 22,9% em 2025 devido à paralisação do complexo.

Acompanhar a evolução desse ativo nos próximos meses será importante, especialmente num contexto de mercado em alta para o ouro, cujos preços subiram 64% em 2025 e registram atualmente aumento de 8% em base mensal, segundo Trading Economics.

Aurel Sèdjro Houenou

Sobre o mesmo tema

O Egito é um dos principais mercados africanos de veículos elétricos, à frente da África do Sul e do Marrocos, com 7 900 unidades vendidas em 2025,...

A fronteira entre o Níger e o Benim, durante muito tempo utilizada para as exportações nigerinas, permanece fechada desde 2023. Para a futura mina de...

No Sud-Kivu, o setor mineiro continua dominado por práticas artesanais, marcado por uma governação frágil, violência persistente e locais de exploração...

Ainda ausente da produção mundial, a África poderá representar 9 % do abastecimento de terras raras até 2029, segundo projeções de mercado. Uma dinâmica...

MAIS LIDOS
01

Enquanto os seus projetos de gás, que estiveram paralisados durante vários anos, entraram numa dinâm…

Moçambique: o governo formaliza a criação de uma empresa de logística do gás.
02

Enquanto aguarda a mobilização dos financiamentos necessários para o início das obras de construção,…

Cobre/zinco: Orion visa 11 milhões de dólares para avançar rumo a uma nova mina na África do Sul
03

O fundo soberano mineiro burquinabê será financiado pelas receitas adicionais geradas pela subida do…

O Burkina Faso cria um fundo soberano mineiro para financiar projetos estruturantes a partir de 2027.
04

A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na m…

A Tanzânia aposta no reforço de competências para impulsionar a sua produção de mel.

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.