Graças às reformas conduzidas pelo GoldBod, o Gana tem avançado nos últimos meses com a formalização progressiva do seu setor de ouro artesanal e de pequena escala (ASM). Os resultados começam a ser visíveis, refletidos no aumento da produção deste segmento em 2025.
Na segunda-feira, 16 de março, o GoldBod anunciou a assinatura de um acordo com a Ghana Geological Survey Authority (GGSA) para realizar estudos geológicos em áreas mineralizadas. Este projeto, com um custo inicial de 27,5 milhões de cedis (2,5 milhões de USD), visa avaliar melhor o potencial das áreas selecionadas, com vista ao desenvolvimento futuro de novos locais de mineração artesanal no país.
As zonas alvo para a prospeção situam-se nas localidades de Funsi, Atuna e Bensere Este, embora os tipos de minerais procurados ainda não tenham sido especificados. O programa prevê que a GGSA conduza investigações geológicas durante quatro meses, com o objetivo de fornecer dados confiáveis que possam orientar investimentos no setor e apoiar o “desenvolvimento de explorações mineiras artesanais responsáveis”.
Este projeto representa um marco nas iniciativas do GoldBod para cumprir o seu papel como regulador do ouro artesanal e de pequena escala no Gana. Desde a sua criação no ano passado, a instituição destacou-se como o único comprador da produção de ouro dos pequenos mineradores. Ao investir em trabalhos de exploração, o GoldBod amplia agora a sua atuação, integrando o desenvolvimento de novos locais de mineração como um instrumento de formalização de um setor historicamente informal.
Esta abordagem insere-se num contexto em que o GoldBod procura consolidar a dinâmica de progresso observada nos últimos meses, evidenciada pela produção artesanal recorde de 3,1 milhões de onças de ouro em 2025. A conclusão dos estudos ainda é incerta, mas a identificação de índices auríferos poderá ser determinante para os planos da instituição. O Gana conta também com bauxita e manganês como outros produtos minerais estratégicos.
Aurel Sèdjro Houenou












