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Terras raras: o Gabão quer relançar-se na corrida com o projeto Maboumine

Terras raras: o Gabão quer relançar-se na corrida com o projeto Maboumine
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026

Embora o manganês, do qual é um dos principais fornecedores mundiais, continue a dominar o seu setor mineiro, o Gabão possui um subsolo bastante diversificado. Para além do ouro e do ferro, o país alberga também substâncias estratégicas, como os elementos de terras raras.

A New Energy Metals (NEM), empresa mineira apoiada por investidores dos Emirados, assinou um protocolo de acordo com a companhia pública indonésia Perminas para o desenvolvimento do projeto de terras raras e nióbio Maboumine, no Gabão. Anunciada na terça-feira, 17 de fevereiro, a iniciativa surge num momento em que o Estado gabonês se esforça há vários anos por acelerar a retoma deste projeto estratégico.

Concretamente, este avanço deverá abrir caminho a negociações sobre um financiamento potencial. Menciona-se, nomeadamente, uma participação da Perminas no capital da Maboumine. As modalidades exatas da parceria ainda carecem de definição, mas a iniciativa já se enquadra numa estratégia mais ampla da Indonésia, visando desenvolver uma cadeia local de transformação de minerais críticos, apontando assim o ativo gabonês como uma fonte primária potencial de terras raras.

Recuperado pelo Estado gabonês em 2022, após vários anos sob o controlo do grupo francês Eramet, o projeto Maboumine é gerido desde 2024 pela Dusk, filial da NEM. O objetivo declarado é retomar os trabalhos de desenvolvimento e conduzir novos estudos de viabilidade. Segundo dados oficiais de 2023, a futura mina poderá produzir anualmente 14.500 toneladas de nióbio e 18.000 toneladas de terras raras.

Embora o nióbio continue a ser estratégico (a sua oferta mundial é largamente dominada pelo Brasil), a atenção dada às terras raras no protocolo de acordo não é casual. Este grupo de 17 metais, essenciais sobretudo na fabricação de ímanes permanentes e aerogeradores, encontra-se no centro da corrida mundial aos minerais críticos, num contexto em que a China domina toda a cadeia de valor, desde a extração ao refino.

Resta saber se a parceria entre a NEM e a Perminas se concretizará num acordo vinculativo e quais serão os impactos no projeto Maboumine. Para o Gabão, cujo setor mineiro continua largamente dominado pelo manganês, a tão aguardada aceleração deste projeto poderá ser determinante na sua procura de diversificação. Recorde-se que o país acolhe também o projeto de ferro Baniaka e nutre, à semelhança da Indonésia, ambições de transformação local, nomeadamente para o seu manganês.

Aurel Sèdjro Houenou

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