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Namíbia: o Japão estrutura o seu investimento na mina de terras-raras Lofdal

Namíbia: o Japão estrutura o seu investimento na mina de terras-raras Lofdal
Quarta-feira, 18 de Março de 2026

Num contexto geopolítico cada vez mais tenso, a segurança de minerais críticos essenciais para a indústria está entre as prioridades das grandes potências. O Japão já se movimenta para estabelecer novas cadeias de abastecimento, especialmente no setor de terras-raras.

Na terça-feira, 17 de março, a Namibia Critical Metals (NCMI) anunciou a seleção da empresa japonesa Toyota Tsusho como novo parceiro industrial chave no desenvolvimento do seu projeto de terras-raras Lofdal, na Namíbia. Este avanço ilustra o reforço gradual da presença nipónica neste futuro site mineiro, já controlado em 40 % pela Japan Oil, Gas and Metals National Corporation (JOGMEC).

Segundo a companhia, a entrada da Toyota Tsusho insere-se no âmbito da participação da JOGMEC no projeto Lofdal. Esta integração permite à NCMI apoiar-se na experiência de um ator especializado no desenvolvimento de minerais críticos, ao mesmo tempo que garante um potencial comprador para a futura produção da mina namibiana. A Toyota Tsusho opera há mais de dez anos uma unidade de refinação de terras-raras na Índia.

“A participação da Toyota Tsusho representa uma etapa estratégica importante para o projeto Lofdal. Poucos projetos de exploração de terras-raras a nível mundial contam com um apoio governamental tão significativo e com uma liderança industrial tão sólida como a que este parceria representa. Isso aumenta as chances de Lofdal se tornar um fornecedor sustentável de terras-raras pesadas críticas para os mercados globais”, afirmou Darrin Campbell, presidente da NCMI.

Com uma produção anual média estimada em 1 478 toneladas de óxidos de terras-raras (TREO), Lofdal posiciona-se como uma fonte alternativa à oferta chinesa destes metais indispensáveis à indústria de aerogeradores e veículos elétricos. Para o Japão, que procura reduzir a dependência da China, reforçar a presença neste projeto constitui uma estratégia prudente para assegurar estes fluxos. Resta saber de que forma a integração da Toyota Tsusho contribuirá concretamente para estas dinâmicas.

Para já, o projeto encontra-se ainda na fase de pré-construção, e estudos adicionais são necessários para refinar o seu perfil. Nenhum calendário preciso foi divulgado para o seu desenvolvimento, cujo custo total é estimado em 347,9 milhões USD. O progresso de Lofdal poderá também ser determinante para a Namíbia, que vê neste projeto uma futura fonte de receitas mineiras. Destaca-se que 5 % das participações do projeto estão reservadas a comunidades desfavorecidas.

Aurel Sèdjro Houenou

 

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