A região de Gabès figura entre as áreas-alvo para o desenvolvimento da energia solar na Tunísia. No início de fevereiro de 2026, a Voltalia anunciou ter sido selecionada pelo Estado tunisino para desenvolver um projeto solar de 132 MW naquela região.
A Tunísia prepara-se para acolher uma central solar fotovoltaica financiada pelo Japão, no âmbito de um mecanismo de cooperação climática. O projeto foi aprovado em fevereiro de 2026 para beneficiar do mecanismo japonês de financiamento de carbono, informou na segunda-feira, 16 de março, a imprensa local tunisina.
A central, com uma capacidade prevista de 130 MW, será desenvolvida na região de Gabès e operada pela Société Tunisienne de l’Électricité et du Gaz (STEG). O financiamento insere-se no âmbito do «Joint Crediting Mechanism» (JCM), um programa do governo japonês destinado a apoiar projetos de baixo carbono a nível internacional. Este mecanismo permite partilhar as reduções de emissões de gases com efeito de estufa entre o Japão e o país anfitrião, recorda o African Manager.
Neste contexto, o Japão concede uma subvenção que pode atingir cerca de 2 mil milhões de ienes, cerca de 37 milhões de dinares tunisinos (aproximadamente 13,5 milhões de dólares), para apoiar a implementação do projeto. Esta contribuição visa cobrir parte dos custos de investimento associados à construção da central.
Além disso, o projeto será implementado pela empresa japonesa Marubeni, em parceria com uma empresa francesa cuja identidade ainda não foi divulgada. Nenhuma data precisa de entrada em operação foi anunciada até ao momento. Este desenvolvimento enquadra-se nas iniciativas destinadas a expandir a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis na Tunísia.
Segundo dados oficiais, a Tunísia ambiciona aumentar a contribuição das energias renováveis para 35% do mix elétrico até 2030. Atualmente, representam cerca de 3,8% da produção elétrica do país, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE) publicados em 2023. O mix elétrico continua largamente dominado pelo gás natural, que assegura a maior parte da produção.
Abdel-Latif Boureima












