A maior mina de ouro da Mauritânia, Tasiast, representou, em média, cerca de 27% da contribuição do setor extrativo para a economia nacional nos últimos três anos. Em plena fase de transição, o projeto registou, no entanto, uma queda nos volumes entregues em 2025.
No seu relatório operacional publicado na quarta-feira, 18 de fevereiro, a empresa canadiana Kinross indica que visa uma produção de 505.000 onças de ouro em 2026 na Tasiast, a maior mina do país. Esta previsão corresponde a um volume globalmente estável em relação às 503.429 onças produzidas no local no ano anterior.
Após uma produção de 622.394 onças de ouro em 2024, a Kinross iniciou, em 2025, uma fase de transição mineira na Tasiast, caracterizada pela exploração de minérios com teores mais baixos. Esta evolução já se reflete nos volumes produzidos, que caíram 23% em termos anuais no exercício anterior. As previsões para 2026 seguem essa tendência, com a empresa não prevendo retornar ao patamar das 600.000 onças antes de 2028.
“Tasiast atingiu seus objetivos anuais de produção e custos [previstos em 500.000 onças para 2025]. A produção anual diminuiu em relação a 2024, principalmente devido a teores mais baixos previstos”, explica a Kinross sobre o desempenho de 2025.
As implicações da tendência de queda observada na Tasiast já se refletem nas performances comerciais. As vendas totais caíram 20% em relação a 2024, em um contexto mundial marcado pela alta dos preços do metal amarelo, que subiram mais de 60% no exercício. Como a Kinross não detalhou as receitas geradas por cada uma de suas minas, o impacto econômico preciso dessas mudanças em Tasiast ainda precisa ser determinado.
De acordo com o relatório de 2024 da ITIE-Mauritânia, a mina representou, em média, cerca de 27% da contribuição do setor extrativo para a economia mauritana, com base no ano de referência considerado.
Aurel Sèdjro Houenou













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