Em 2023, o Quénia adotou uma estratégia nacional visando organizar o desenvolvimento do hidrogénio verde, aproveitando os seus recursos renováveis e estabelecendo as bases para uma cadeia industrial dedicada.
De acordo com informações publicadas na terça-feira, 17 de fevereiro, pelo site SolarQuarter, o governo do Quénia pretende construir uma fábrica de produção de hidrogénio verde em grande escala, destinada principalmente à exportação.
A futura instalação utilizará eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, como geotermia, solar e eólica, para produzir hidrogénio através de eletrólise. O local está previsto, de acordo com a mesma fonte, nas proximidades do porto de Mombaça, uma localização que permite o acesso à água necessária para a eletrólise e o transporte dos produtos para os mercados internacionais.
Além disso, a produção de derivados como o amoníaco verde figura entre as opções mencionadas para a exportação. O projeto inclui também componentes relacionados à fabricação de equipamentos e à formação de pessoal.
O projeto não contém, neste momento, informações públicas sobre a capacidade de produção prevista nem sobre o cronograma de implementação. Nenhum detalhe foi divulgado quanto ao montante dos investimentos, modelo de financiamento, parceiros envolvidos ou possíveis contratos comerciais.
A estratégia nacional adotada em 2023 define as orientações técnicas para este desenvolvimento. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a primeira fase, que abrange o período de 2023-2027, prevê cerca de 150 MW de capacidade de eletricidade renovável dedicada ao hidrogénio verde e quase 100 MW de capacidade de eletrólise instalada. Para o período de 2028-2032, o documento menciona a adição de 350 a 450 MW adicionais de capacidade renovável e de 150 a 250 MW de eletrólise.
A estratégia nacional também menciona projetos piloto. O documento menciona, em particular, um projeto demonstrador de cerca de 5 MW em Olkaria, com possibilidade de extensão até 100 MW, dependendo dos resultados dos estudos de viabilidade. Também é citado um projeto associado à Fortescue Future Industries, com uma capacidade potencial de 300 MW na região de Olkaria-Naivasha.
Abdel-Latif Boureima













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