- A empresa petrolífera portuguesa Galp planeja vender parte de sua participação de 80% no projeto offshore Mopane na Namíbia, mantendo interesse na exploração em bacias emergentes no continente africano.
- As negociações para encontrar um parceiro para o campo Mopane estão avançadas, com um acordo previsto para o final deste ano.
Assim como a TotalEnergies e a Shell, a Galp descobriu um importante depósito de petróleo bruto na costa da Namíbia. A empresa petrolífera portuguesa vem realizando negociações avançadas há vários meses para atrair um parceiro para o projeto.
Enquanto a Galp busca ativamente vender parte de sua participação de 80% no projeto offshore Mopane na Namíbia, ela indica manter interesse pela exploração em bacias emergentes no continente, de acordo com declarações feitas na terça-feira, 21 de outubro, por Nuno Bastos, executivo da empresa.
A Galp está em negociações avançadas para selecionar um parceiro para o campo Mopane, e um acordo é esperado até o final do ano. A empresa também está avaliando várias opções para o desenvolvimento dessa descoberta de petróleo, realizada em 2024.
Em seus resultados do segundo trimestre de 2024, publicados em 22 de julho de 2024, a Galp afirmou que a venda visa "cristalizar o valor" e reduzir o risco, para concentrar os investimentos em projetos com maior rentabilidade.
Paralelamente ao projeto de se desvincular parcialmente na Namíbia, a empresa reafirmou seu interesse em explorar outras áreas do continente. Ela detém direitos sobre os blocos 6, 11 e 12, no largo de São Tomé e Príncipe.
Essa abordagem tem como objetivo manter um portfólio equilibrado, combinando produção estabelecida, valorização de ativos e exploração de longo prazo. A direção ressalta que a demanda por hidrocarbonetos continua forte, o que justifica mirar bacias geológicas pouco ou não exploradas.
Nesse contexto, a empresa busca preservar uma exposição seletiva ao petróleo e ao gás, ao mesmo tempo em que otimiza sua estrutura financeira. A venda, planejada na Namíbia, visa liberar recursos para financiar novos programas exploratórios, reduzindo a parcela de ativos de ciclo longo.
Abdel-Latif Boureima












